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    The Last Letter From Your Lover -

    Jojo Moyes

    Hodder & Stoughton
    2010
    496 páginas
    16h 32m
    ISBN-10: 0340961627
    3.8
    43 avaliações
    Leram57Lendo4Querem71Relendo1Abandonos11Resenhas3
    Favoritos4Desejados71Avaliaram43

    A sophisticated, page-turning double love story spanning forty years-an unforgettable Brief Encounter for our times. It is 1960. When Jennifer Stirling wakes up in the hospital, she can remember nothing-not the tragic car accident that put her there, not her husband, not even who she is. She feels like a stranger in her own life until she stumbles upon an impassioned letter, signed simply "B", asking her to leave her husband. Years later, in 2003, a journalist named Ellie discovers the same enigmatic letter in a forgotten file in her newspaper's archives. She becomes obsessed by the story and hopeful that it can resurrect her faltering career. Perhaps if these lovers had a happy ending she will find one to her own complicated love life, too. Ellie's search will rewrite history and help her see the truth about her own modern romance. A spellbinding, intoxicating love story with a knockout ending, The Last Letter from Your Lover will appeal to the readers who have made One Day and The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society bestsellers.

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    Flávia16/08/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Duas faces de uma mesma moeda…

    “The Last Letter From Your Lover”, no Brasil traduzido para “A Última Carta de Amor”, da autora Jojo Moyes, não é um livro sobre o amor, mas sobre infidelidade. Primeiramente, como o filme foi alterado, e uma parte importante da história de uma das personagens principais foi modificada (quão conveniente foi isso?!!), seria inútil tentar fazer um paralelo entre o livro e o filme. Sendo assim, deixemos o filme de lado, e vamos nos ater ao livro. Muito diferente da linguagem romântica e cheia de vida da outra obra da autora, “Como eu era antes de você”, eu diria que essa é uma história bem na linguagem britânica: friamente calculista, distante, e um tanto exaustiva em alguns momentos. Talvez por isso, eu tenha sentido mais dificuldade para me conectar aos personagens, embora isso não queira dizer que estes não foram muito bem concebidos. Tudo foi bem traçado, bem contado, apesar de, no início, ter sido um pouco complicado acompanhar as idas e vindas do presente para o passado. A história gira em torno de duas personagens femininas: Jennifer Stirling, cuja história se passa em flashbacks da década de 1960, e de Ellie Haworth, história vivida no tempo presente. A ligação das duas personagens se dá quando Ellie, uma jornalista, descobre acidentalmente algumas cartas de amor escritas pelo amante de Jennifer. O que chama a atenção de Ellie não é apenas o apelo romântico das cartas, mas o fato de que ela se sente conectada com a história, por ela também estar vivendo um romance com um homem casado. E é por isso, que menciono no início que essa se trata de uma história sobre infidelidade. Deixe-me contextualizar a situação, para começar: no caso de Jennifer, ela é uma mulher casada que se envolve com um homem que é capaz de tratá-la com muito mais afeto e respeito do que seu próprio marido. Diferentemente de Ellie, que é uma mulher solteira que se envolve com um homem casado, que não faz nenhum esforço para deixar a esposa, mas também nunca coloca um ponto final no seu caso com ela. Sem contar que as histórias, conforme dito anteriormente, se passam em épocas diferentes, o que cabe aqui reforçar que, no caso de Jennifer, é compreensível a sua dificuldade em colocar um ponto final no casamento (o que ela até gostaria), enquanto John, o homem que mantém um caso com Ellie, mantém sua vida dupla entre esposa e amante, sem demonstrar qualquer intenção em ser franco consigo e com ambas as mulheres, decidindo com quem ele vai permanecer. Já sabemos bem onde uma história dessas vai parar, certo? Ambas as histórias são carregadas de paixão, de realismo, e de culpa. O que é um tanto exaustivo na história de Jennifer, é que ela passa tanto tempo em dúvida, que chega a ser cansativo ver uma mulher adulta, casada, que não consegue ser honesta com o homem com quem mantém um caso, especialmente quando ele lhe dá todas as chances para ser. Outra situação, e isso é bem característico da Jojo Moyes, é o fato de que o marido é extremante frio e cruel com a esposa, o que acaba por “justificar” o caso de Jennifer. O personagem do marido perde a função quando ela o coloca nesse extremo, de ser alguém desprezível ao extremo. Um pouco mais de equilíbrio, daria mais realismo ao personagem. Já a história de Ellie, é extremante realista, porém seu romance é algo muito exaustivo, e difícil de digerir. Essa parte quase me fez abandonar o livro, porque é muito degradante ver alguém amar uma pessoa que só a engana, que a coloca em segundo plano, e demonstra claramente que não vai colocar um ponto final no casamento. Mas olha, não vamos julgar as atitudes da Ellie, ok? Eu quero ser solidária a ela, e dizer que entendo como é difícil a gente se envolver tão honestamente com alguém, e depois se deparar com um amor unilateral. Sofri com ela, e só me enfureci, porque queria que ela o colocasse na parede para que decidisse logo o que ele realmente queria. Mas, ainda assim, compreendo suas dificuldades. O coração tem razões que a própria razão desconhece, certo? E quer saber? Não consegui achar o amor nesse livro, por mais que as cartas tenham o seu cunho romântico. Tudo o que eu vi foi a ausência de honestidade. O casamento por conveniência de Jennifer. Sua paixão por um homem que a tratava com o respeito e amor que todo homem deveria tratar uma mulher, porém sem nunca ser honesta com ele e dizer o porquê de não poder deixar tudo para estar com ele. O relacionamento degradante de Ellie, sendo enganada por um homem casado, de quem ela não consegue se libertar. Nada disso é amor. É ausência de sinceridade, de honestidade. E no final, que mensagem se deixa para os leitores? Nenhuma relevante ao meu ver. Então, será que eu posso deixar a minha? Porque eu diria: seja honesto(a) em suas relações, e aja com responsabilidade. Ainda mais nos tempos atuais, em que a tecnologia facilita a possibilidade de se envolver em conversas com várias pessoas ao mesmo tempo (e aqui, eu não estou falando de uma simples conversinha ingenua de amizade🙄). Lembre-se de que elas são pessoas como você, de carne e osso e muitos sentimentos (inclusive alguns por você!). Não trate os outros como não gostaria de ser tratado(a). Que pena que os personagens dessa história não foram honestos e responsáveis em suas relações, porque teria poupado muita dor e sofrimento.

    15 curtidas

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    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
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    Pauline Sara Jo Moyes

    Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Trabalhou como jornalista por dez anos, nove deles no jornal The Independent, de onde saiu em 2002 para se dedicar integralmente à carreira de escritora. Como Eu Era Antes de Você, seu romance de maior sucesso, ocupou o topo da lista de mais vendidos em nove países e foi adaptado para o cinema. Com mais de 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Jojo Moyes é uma das poucas escritoras a ter emplacado três livros ao mesmo tempo na lista de best-sellers do The New York Times. A autora mora em Essex, na Inglaterra, com o marido e os três filhos.

    56 Livros
    4.62 Seguidores

    Pauline Sara Jo Moyes