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    Senhora -

    José de Alencar

    Penkal
    2020
    244 páginas
    8h 8m
    ISBN-13: 9786588843185
    Português Brasileiro
    3.9
    437 avaliações
    Leram588Lendo38Querem320Relendo1Abandonos42Resenhas84
    Favoritos2Desejados320Avaliaram437

    A falência trouxe a discussão de temas como o adultério feminino e a decadência econômica e moral da burguesia após a abolição da escravatura. As exaltações das personagens femininas aparecem na autonomia delas, que conseguem resolver seus conflitos sem precisar do auxílio de um homem, uma visão feminista e original para a época. Porém a decadência é associada aos personagens masculinos, que protagonizam a falência e as ações desastrosas presentes no enredo.

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    Carla Silva29/03/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Entre Realismo e Naturalismo

    O mais famoso romance de Julia Lopes de Almeida chama a atenção na primeira pagina: descrevendo trabalhadores em movimento, uma escritora do inicio do século XX demora-se na descrição da seminudez desses mesmos trabalhadores homens. Parece banal, mas não; a própria autora nos informa na segunda pagina que raras eram as mulheres pela rua, quando muito as criadas e algumas estrangeiras de baixa condição. O olhar de JLA faz-se exato: ela vê, e portanto registra; ela não é mulher ou homem: é escritora. Um escritor fala do que vê. Ainda que ao longo da narrativa, Julia Lopes de Almeida revele, nas observações, nos reparos, nos rompantes indignados de personagens femininas, a sua condição de mulher, além de escritora, de quando em quando o leitor se depara com isso, com esse olhar que enxerga e portanto registra, com esse olhar que se nega a transigir e evitar por um pudor ensinado como essencialmente das mulheres; suas figuras femininas são seres sexuados e isso fica claro; não há preocupação moral - no sentido moralista ou moralizante - ; há necessidade de ser verdadeira. Há insinuações, pontos em aberto, psicologia e um mergulho no mundo masculino do trabalho - o trabalho que os homens fazem, que eles conhecem, o ambiente no qual eles vivem. Tudo isso não deixa de impressionar o leitor. Um romance de narrativa ora realista, ora com laivos naturalistas (certas descrições da sujeira e da miséria são exemplos) que tem um final possível de levar o leitor a uma pergunta: "E agora?" Talvez o fim seja aquilo. Mas talvez não...

    47 curtidas

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    3.9 / 437
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    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

    406 Livros
    1.664 Seguidores
    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar