Cidadão Cannes -

    Gilles Jacob

    Companhia das Letras
    2010
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788535916539
    Português Brasileiro

    Diretor do festival de Cannes de 1976 a 2001, e desde então presidente do evento, Gilles Jacob mescla neste livro as memórias de sua vida pessoal - em que se destacam as peripécias de uma família judia durante a ocupação nazista da França - com uma crônica comovente e saborosa de tudo que viu e ouviu à frente do festival. Gilles Jacob vai muito além da face mundana de Cannes, desvelando as manobras dos bastidores e as relações nem sempre fáceis entre o cinema europeu e a indústria hollywoodiana. O trabalho de garimpagem de novos talentos de cinematografias periféricas, os percalços para conseguir filmes independentes de países do leste europeu antes da Perestroika, as tentativas de ingerência política no evento, a rivalidade com Veneza e Berlim, tudo isso é relatado numa prosa ao mesmo tempo enxuta e envolvente. Das intrigas políticas aos chiliques dos grandes astros, das idiossincrasias dos maiores cineastas à sedução irresistível das divas, Jacob constrói em Cidadão Cannes uma espécie de versão moderna das Mil e uma noites, com personagens do calibre de Clint Eastwood, Stanley Kubrick, Sharon Stone e Woody Allen.

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    RAFAEL KALEBE RIBEIRO FERREIRA29/06/2012Resenhou um livro
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    Cidadão Cannes

    Para continuar o texto acesse o blog Espanador : http://espanadores.blogspot.com.br/2011/07/cidadao-cannes-gilles-jacob.html (...) Dito tudo isso, enfim, vamos ao livro de hoje que desde o seu lançamento eu estava de olho, Cidadão Cannes- a vida do homem por trás do festival, de Gilles Jacob. Gilles dirige o festival de Cannes desde 1976, ou seja, ele tem muitas e muitas histórias a contar, e a melhor parte é a forma que ele conta, em capítulos curtos e sem seguir uma ordem cronológica, o que torna o livro absolutamente agradável e divertido. Ele começa narrando sua infância tendo que fugir com a mãe para vários lugares tentando escapar dos nazistas, o seu começo de carreira como critico de cinema, seu encontro ainda muito jovem com 2 grandes figuras: André Gide (escritor Francês) e Orson Wells. São tantos e tantos nomes que vão passando ao longo das páginas que eu poderia citar inúmeros por linhas e mais linhas que ainda sim não chegaria perto da emoção que eu tive em ler sobre pessoas que eu tanto admiro e que o nosso querido Gilles foi amigo. É curioso como Gilles sabe da sorte e da importância que o seu cargo representa, e dado ao tamanho do festival, o trabalho é muito grande, cheio de sessões em países diversos (algumas novelas inacreditáveis para conseguir alguns filmes dos países soviéticos ainda na Guerra Fria), entre outras coisas. Além, é claro da parte mais complicada de todas: lidar com os astros. (...)

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