O ciclo do macaco -

    Clare Winger Harris

    Editora Cyberus
    2021
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-10: B08ZJRD3HD
    Português Brasileiro

    Apesar do homem ter dado grandes passos para se emancipar do trabalho enfadonho de ganhar seu sustento, ele ainda está fortemente acorrentado à escravidão do trabalho. Ele inventou muitas maneiras de obter mais lazer para o desenvolvimento de suas faculdades internas. Nossa civilização mecânica aumentou enormemente nossas possibilidades de lazer e também, como consequência, enriqueceu muito a raça humana ao dar a cada trabalhador uma parcela maior da riqueza em troca de seus serviços do que foi possível até agora. Mas é reconhecido por muitos que as possibilidades na civilização mecânica são limitadas. Em outras palavras, ainda existem muitas tarefas que sempre terão que ser realizadas por seres sencientes. Experimentos com as formas de vida inferiores, como o cavalo, o cachorro, etc., têm tido sucesso uniforme em fazer parte do trabalho do homem. Mas um ser mais inteligente é sem dúvida necessário. Tal ser é encontrado no macaco- a forma de vida que mais se assemelha ao homem. A Sra. Harris pega esta ideia como seu tema e desenvolve a partir dela uma história notável da tentativa do homem de se emancipar de sua labuta por meio da ajuda de seu irmão macaco.

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    Davenir Viganon10/07/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Conto sobre macacos antes do clássico de Boule

    "O ciclo do macaco" de Clare Winger Harris é uma das histórias da autora que surgiu nas antigas revistas pulp dos anos 1920 nos Estados Unidos e que está sendo celebrada pela editora Cyberus com vários lançamentos de contos na Amazon. Este é um dos contos que foram lançados e o segundo da autora resenhado aqui. Em O ciclo do macaco" acompanhamos a saga da família Stoodart quando na década de 1910 Daniel decide iniciar um empreendimento de domesticação de símios e macacos para substituir a mão de obra humana para trabalhos braçais e em poucos anos já obtém sucesso com algumas espécies, até que Beta o gorila mais inteligente e forte entre os animais de Daniel começa a se rebelar. Apesar do desfecho trágico a família Stoodart não desiste de levar o experimento adiante. Passa-se três séculos e os macacos estão em quase todas as posições de trabalho. Os macacos passam a se organizar e ensaiam uma revolução para sair do jugo dos homens mas Wil Stoodart, um descendente direto de Daniel, é o único que desconfia dos planos dos macacos. A fórmula do conto lembra bastante as já conhecidas das revoluções das máquinas e me lembrou bastante "O Planeta dos Macacos" de Pierre Boule, no sentido de organização dos macacos mas sob um prisma diferente, o do confronto. Algo que só vi nos últimos filmes baseados na obra de Boule, onde uma humanidade enfraquecida tem de lutar contra os macacos em ascensão. Obviamente temos as limitações das extrapolações da literatura pulp de FC dos anos 1920. Levando-se isso em consideração é possível embarcar na viagem e ver um "protótipo" do filme Planeta dos Macacos: o confronto.

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