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    Uma tristeza infinita -

    Antônio Xerxenesky

    Companhia das Letras
    2021
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9786559213283
    Português Brasileiro
    3.9
    928 avaliações
    Leram1181Lendo56Querem1419Relendo1Abandonos16Resenhas156
    Favoritos43Desejados1419Avaliaram928

    Em uma narrativa tanto introspectiva quanto brutal, Antônio Xerxenesky nos faz encarar os traumas do passado, mas, principalmente, o medo do futuro. Nicolas, um jovem psiquiatra francês, é convidado para trabalhar na Suíça logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Junto da esposa Anna, ele se muda para um pequeno vilarejo, próximo ao hospital psiquiátrico onde vai trabalhar. O lugar, conhecido por seus métodos humanizados de tratamento, recebe internos de toda a Europa. Resistindo a prescrever tratamentos como o eletrochoque, Nicolas conversa com seus pacientes até que algo seja descoberto – tanto no inconsciente do doente quanto no do próprio médico. Assim, diversas feridas de guerra vêm à tona, em um jogo delicado que mistura confiança e loucura. Tendo como pano de fundo o contexto de desenvolvimento das primeiras drogas contra a depressão e outras doenças psíquicas, Antônio Xerxenesky constrói um romance tocante sobre os traumas, o passado e a possibilidade de ser feliz apesar do sofrimento. "Uma tristeza infinita dá ao leitor de Antônio Xerxenesky a impressão de que ele vinha se preparando desde sempre para escrever este romance. Depois de incursões por diversos gêneros narrativos, ele nos brinda com sua obra mais densa e angustiante, um romance de ideias gelado e cristalino como os alpes suíços que o emolduram, no qual um jovem psiquiatra confronta os demônios da culpa histórica e busca conciliar seu materialismo com uma espiritualidade que avança como um espectro surgido da floresta. Saímos do livro com a sensação de que a tristeza é, na verdade quase infinita. No embate entre o caos da vida e o intelecto, surgem, no fim das contas, as centelhas da transcendência e do afeto." – Daniel Galera "Quando a razão científica não consegue aplacar as dúvidas, o que resta a um psiquiatra cético e sensível, tratando pacientes logo após a Segunda Guerra Mundial? A melancolia deste livro atinge também o leitor que, tantos anos e tanta farmacologia depois, ainda não tem as respostas. Um romance que nos coloca em estado de iminência: da fé, do amor e do autoconhecimento." – Noemi Jaffe

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    Bookster Pedro Pacifico18/12/2022Resenhou um livro
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    Uma tristeza infinita, de Antônio Xerxenesky

    Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, Uma tristeza infinita aborda dois temas dos quais gosto muito: medicina e saúde mental. O enredo é construído a partir da mudança de vida feita por Nicolas, um psiquiatra francês, e sua companheira, Anna. Os dois aceitam um convite para se mudarem para um pequeno vilarejo suíço, onde fica localizado o novo local de trabalho do protagonista: um hospital psiquiátrico. Além de ser um cenário diferente, Xerxenesky escolhe um período atribulado da Europa: o período pós 2ª Guerra, em que nações tentam se reerguer e o clima de destruição, perdas, traumas e culpa adoeciam a população. Muitos dos pacientes atendidos nesse pequeno vilarejo são vítimas dessa guerra. É justamente nessa época que se desenvolvem as primeiras drogas contra doenças como a depressão. Até aquele momento, o tratamento de choque era uma opção comum nos hospitais psiquiátricos, Nicolas dedica-se à busca por um tratamento humanizado, em que a conversa com o paciente contribui para a melhora. Achei interessante como o autor traz temas relacionados à psiquiatria e saúde mental, ao mesmo tempo em que constrói uma atmosfera de melancolia (m personagem importante com o decorrer da narrativa) envolvendo o protagonista e o novo cenário em que vive. A partir da leitura é possível perceber a extensa pesquisa feita pelo autor sobre os assuntos. Por outro lado, a narrativa em si não me agradou tanto quanto os temas abordados. Senti falta de um desenvolvimento maior dos personagens principais, que em alguns momentos pareciam estar deslocados daquele cenário e época escolhidos por Xerxenesky. Ainda assim, não há como negar a coragem do autor brasileiro de escrever sobre uma atmosfera tão distante do nosso Brasil. A escrita é gostosa e fluida e, por conta da temática que tanto me interessa, li em poucos dias. Ansioso pelas próximas obras que um autor contemporâneo nacional com tanto talento ainda tem parar nos oferecer. Nota 8/10

    82 curtidas

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    3.9 / 928
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas1%
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    Antônio Xerxenesky

    Antônio Xerxenesky é um porto-alegrense nascido no fim de 1984. Autor do romance "Areia nos dentes" (Não Editora, 2008; Editora Rocco, 2010), já publicou narrativas curtas em antologias como "Ficção de Polpa" e o livro de contos "Entre" (Fumproarte/Ed. Movimento). Seu conto "O desvio" (que integra a antologia Ficção de polpa, vol. 1) foi adaptado para a tevê por Fernando Mantelli em 2007. Ainda é uma novidade nas prateleiras de literatura – mas não por muito tempo. Támbém atua como editor na Não Editora, onde organiza a revista online de crítica literária Cadernos de Não-Ficção.

    10 Livros
    42 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Antônio Xerxenesky