Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores181
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Um antídoto contra a solidão (Coleção: Das Andere) -

    David Foster Wallace

    Âyiné
    2021
    316 páginas
    10h 32m
    ISBN-13: 9786586683929
    Português Brasileiro
    4.3
    39 avaliações
    Leram65Lendo3Querem112Relendo1Abandonos0Resenhas5
    Favoritos10Desejados112Avaliaram39

    «A ficção trata do que é ser uma p*rr@ de um ser humano», afirma David Foster Wallace (1962-2008) — romancista, ensaísta, ironista e mago da vertiginosa autoconsciência —, em um momento de suas investigações sem fim sobre o ofício de escrever. E o leitor deste Antídoto poderá acompanhar muitos outros momentos assim, conduzidos por mentes intrigadas e ávidas por desvendar o pensamento de um dos autores norte-americanos mais talentosos da virada do século. Assim como a sua prosa, trazida à luz em The Broom of the System, de 1987, e amplificada com o monumental Graça infinita, de 1996, suas ideias captam e tentam organizar a profusão de ruídos aos quais estão expostos os habitantes do novo milênio. As entrevistas acompanham os lançamentos literários de Wallace e à medida que passam os anos, e as páginas, é possível perceber respostas mais reflexivas, mais precisas, mais comoventes — como se o autor fosse abandonando a ironia, marca de sua geração, para alcançar aquilo que nos identifica e nos une. David Foster Wallace foi um autor avesso à exposição de sua vida pessoal, o que gerava ainda mais curiosidade no público leitor, e essas linhas funcionam como vias de acesso a uma intimidade inquieta, a uma solidão profunda em busca de qualquer coisa que a espante ou suavize.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1106/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    MUITO BOM: para conhecer melhor David Foster Wallace, escritor genial para muitos críticos e leitores, mas também uma pessoa complexa e atormentada

    Coletânea de entrevistas, ou conversas de DFW (1962-2008), algumas longas, outras curtas, uma delas hedionda, organizada por Stephen J. Burn, professor de literatura americana contemporânea. O antídoto do título é, claro, a literatura: ela pode ser sempre sua melhor companhia. DFW é conhecido aqui por Graça Infinita (Companhia das Letras, 2014) e um volume de contos, Breves Entrevistas com Homens Hediondos (idem, 2005). Mas seu primeiro sucesso literário se deu em 1987 com The Broom of the System e depois, em 1988, com um livro de contos Girl With Curious Hair, nenhum dos dois traduzidos no Brasil até o momento. Em 1987 tinha 25 anos apenas, alguns críticos então passaram a chamá-lo de geniozinho das letras. Achavam que ele era o mais talentoso escritor de sua geração, também o mais atormentado deles, o que aparecia em sua complexa literatura, claro, que é sobretudo antiminimalista: livros volumosos, frases enormes, parágrafos idem, infindáveis notas de rodapé etc. Numa das entrevistas DFW reconhece: “Pra mim, cinquenta por cento do que faço é ruim, e é simplesmente assim que vai ser, e se eu não conseguir aceitar isso então estou no ramo errado. O negócio é saber o que é bom, e não deixar os outros verem.” Pois é... A complexidade de sua escrita se assemelha um tanto à de Thomas Pynchon, seu contemporâneo, à qual um entrevistador chamou de “playground metaficcional” referindo-se sobretudo ao seu livro mais famoso, O Arco-Iris da Gravidade (Companhia das Letras, 1998) e outros sucessos literários, mas com quem DFW nunca teve relações profundas e a quem só viu uma vez na vida. Outro escritor de seu tempo, jovem como ele então nos anos 1990, é Jonathan Franzen, mas que era seu amigo de fato, citado diversas vezes no volume, que também publicou calhamaços como As Correções (Companhia das Letras, 2005) e Liberdade (idem, 2011), mas cuja leitura não é complicada nem difícil como quando nos encontramos lendo DFW. DFW rejeitava a crítica de que seu trabalho seria desnecessariamente complicado para impressionar críticos e leitores: Seu objetivo era fazer o leitor pensar, participar de um jogo, uma relação com o autor, até mesmo se divertir. Em suma, não queria escrever literatura simplesmente comercial. Além de escrever também foi professor universitário de escrita criativa. Sempre leu bastante porque em sua casa sempre houve bons livros: os pais eram professores universitários, ele de filosofia e a mulher de retórica. DFW escreveu: “Era uma família intelectual. Eu lembro dos meus pais lendo Ulysses juntos, em voz alta, antes de dormir. Meu pai leu Moby Dick para mim e para a minha irmã mais nova quando a gente estava com oito e seis anos de idade.” Depois, na faculdade - estudou inglês e filosofia – por influência de um professor passou a admirar Don DeLillo e Manuel Puig. Mais tarde passou a apreciar também Tobias Wolff, Cormac McCarthy, Cynthia Ozick , George Saunders, Raymond Carver, Anton Tchekhov, Flannery O’Connor, Denis Johnson etc. Admirava seu amigo Franzen, mas não apreciava Hunter S. Thompson nem Tom Wolfe, dizendo que Swift, Montaigne, Lamb, Orwell, Baldwin. lhe diziam mais coisas que esses dois. No final do volume temos o texto que considerei o melhor de todos, que não é uma entrevista, mas uma espécie de elogio fúnebre, algo assim, intitulado ‘Os anos perdidos e os últimos dias de David Foster Wallace’, um artigo de David Lipsky publicado na edição de 30 de outubro de 2008 da revista Rolling Stone. É neste texto que se conhece melhor ainda o autor de Graça Infinita e se entende muita coisa de sua literatura, de sua vida, seu envolvimento com drogas e as circunstâncias de seu fim. Lido entre 30 de julho e 05 de agosto de 2024.

    14 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 39
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    David Foster Wallace profile picture

    David Foster Wallace

    Nasceu em Nova York, em 1962. É autor de romances como Infinite Jest (1996), volumes de contos e duas antologias de ensaios, entre outros livros. Ao se suicidar, deixou um romance inacabado, The Pale King, publicado postumamente em 2011.

    29 Livros
    143 Seguidores
    Nova York, Estados Unidos

    David Foster Wallace