não informado
Superinteressante Nº 274 (Janeiro de 2010) - 2010: O futuro começou
não informado
Janeiro de 2010
A edição não foi atrativa na leitura, com reportagem de capa defazada e outras pouco instigantes. Entre as previsões para a segunda década do século 21 (capa) a pílula da inteligência que, em termos práticos, é desvirtuamento de medicações para sonolência, depressão, défict de atenção e doenças como Alzheimer e Parkinson. Tais fármacos prolongam o estado de concentração (podendo ser de até absurdas 60 horas sem sono ou cansaço) permitindo maior tempo para os estudo. O assunto foi capa da Super 271 de Novembro de 2009. Ainda bem que não vingou, existindo, porém, uso indiscriminado alheio a sequelas. "Megaprojetos de gringos na Amazônia" A única reportagem que curti, ilustrada em 3 empreendimentos. Sobre o Projeto Juriti, estabelecido no Pará em 2009 para extração de bauxita, me limito na referência recorrente de estar centralizado na sustentabilidade e tecnicismo que faltaram para o sucesso de projetos antigos. O Projeto da Fordlândia, também no Pará, entre 1927 e 1945, é o mais antigo e de notório conhecimento de fracasso associado ao surgimento da borracha sintética, perda de mercado para a Ásia e desconhecimentos técnicos sobre a região e manejo florestal. E sobre o Projeto Jari, de 1967-1982, promissor no início, por conta do potencial extrativista da região entre o Pará e Amapá, o fracasso foi associado na reportagem à pressa por resultados e endividamentos. Morei nessa época em vila do empreendimento, onde meu avô foi funcionário, conheci a Jari no tempo do Ludwick, o dono, morando por dois anos em Monte Dourado. O que o texto citou como razões do declínio não foram os fatores principais. De fato, o projeto teve prejuízos pois, assim como na Fordlândia, houve desconhecimentos da região, com a produção não vingando como previsto. Vem daí os endividamentos. A agropecuária teve dificuldades, o rio Jari não tem potencial pesqueiro (rio com poucos sedimentos), a extração madeireira também não foi promissora. A riqueza histórica da região é extrativista, pricipalmente da castanha. A Jari teve até que mudar o plantio da árvore prioritária para produção da celulose (geamelina) para outras (pinho e eucalipto). Além da produtividade abaixo do esperado, outro fator decisivo para fracasso foi o défict energético. O projeto previa a construção de hidrelétrica, mas não teve favorecimento do governo, somando-se para a rejeição a mídia com pareceres equivocados ultranacionalistas sobre Ludwick (diziam que os EUA ia tomar a região) e o modelo arcaico de exploração impactante que passou a ser questionado com a visão ecológica em crescimento (como teria na hidrelétrica prevista - construíram depois lá, mas em modelo diferente). Finalizando sobre a Jari, o texto errou em pintar o empresário americano como ambicioso pela Amazônia (em verdade foi seduzido pelo governo militar para investimento na região com promessas que depois não se cumpriram, como no caso da hidrlétrica). O projeto seria em outra nação. Outro erro foi apontar o Beiradão como vila construída para os trabalhadores. A Jari construiu algumas vilas (Monte Dourado, Munguba, Planalto, São Miguel e até uma que foi abandonada no meio da construção) mas o Beiradão (também o Beiradinho, outra comunidade) surgiu como sociedade marginalizada, à margem do empreendimento, por migrantes em busca de oportunidades na região, tornando-se local de prostituição, tráfico e outras mazelas semelhantes a de vilarejos surgidos próximos a garimpos. Essas e outras na edição.
Estatísticas
Avaliações
3 / 1- 5 estrelas0%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas100%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%


