Eles ainda são poderosos, afirma Dan Brown em O Símbolo Perdido. Estão nos governos, nas corporações e na sua cidade. Conheça a real influência dos maçons - e os segredos do best seller do ano.
Superinteressante Nº 272 (Dezembro de 2009) - A Verdade sobre a Força da Maçonaria
não informado
Dezembro de 2009
"Maçonaria" A abordagem focou a historicidade do grupo, símbolos e personalidades famosas que participam ou participaram. A parte de teorias conspiratórias e segredos, que são associações comuns, não teve refererências. A respectiva instituição já não é tão enigmática, prevalecendo a percepção de grupo com interesses ideológicos, políticos e econômicos comuns. A questão religiosa do grupo é curiosa, se apossando de várias simbologias judaico-cristãs como testemunho de si, o que é mera formalidade, estabelecida no contexto em que estado e religião se fundiam. Grupos vestiam-se da religião para defesa prioritária de outros interesses. Por exemplo, uma das colunas simbólicas chama-se Boaz, referindo-se ao bisavô do rei Davi; e a Trindade é uma das significâncias que dão para o triângulo adotado (existem outras explicações também). Oras, exaltar Boaz é exaltar a linhagem familiar de Jesus, subjetivamente colocando-se nela (pois defendem Boaz como maçon); e falam de Deus em várias simbologias, mas não é este o cabeça da instituição pragmaticamente, como Jesus é da igreja em sua essência, sobreposto por interesses humanos. No meu trabalho tenho colegas maçons, não pergunto nada, mas quando sou perguntado é o que respondo, com concordâncias mútuas de apego primordial à interesses político-econômicos do que a teológicos. Sei que tem padres, pastores e outros religiosos por lá, mas não representam a igreja na sua essência, que verdadeiramente não tem parte. Estão ali que nem os outros, a sobrepor interesses humanos sobre o Evangelho, que sempre será luz, não obscurantismo e segredos. A reportagem foi motivada pelo lançamento do livro "O símbolo perdido", de Dan Brown, inspirado na Maçonaria. E por falar no autor, a reportagem termina com um resumo mega-hiper dominado por spoilers sobre o livro. "Gênesis", de Robert Crumb A dica de leitura que mais gostei. Tenho a graphic novel e posso dizer que é extraordinária. O cara fez a quadrinização conservando o texto integral do livro de Gênesis. Tem fã do artista que ficou decepcionado, pois esperava as rotineiras polêmicas do Crumb, mas estas, que não digo nem polêmicas e sim aspectos pouco comuns, ficaram em cenas de nudez e sexo (sem ousadia impactante) e antropomorfização de Deus (será que acertei na palavra...). Enfim a obra, conforme concebida, foi premiadíssima. É curioso obra tão primorosa para declarado ateu. Sei lá as motivações que teve... Às vezes penso que desejou enfatizar o que muitos ateus pensam, da fé ser basicamente emotividade, com ele, materialista, produzindo algo que teria essa recepção no contexto da religião, subjetivando manipulação ideológica. Seja como for, ele talvez não saiba, mas acabou glorificando a Deus com sua arte, assim como todo ser que respira. Essas e outras na edição.
Estatísticas
Avaliações
0 / 0- 5 estrelas0%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%


