O Século é XXVIII, estamos numa lua de Júpiter chamada Ganimedes e um detetive robô, cínico e enferrujado, é contratado para investigar a suposta morte natural de um magnata humano. Blender é contratado pela filha do magnata que desconfia que o pai tem inimigos e em sua busca para encontrar a verdade, acaba sendo obrigado a rever seus próprios conceitos.
O conto traz toda a ambientação de um filme noir que somente uma narrativa bem estruturada poderia conseguir e nos envolve em diálogos rápidos e cheios de humor ácido, com personagens muito bem construídos, tornando impossível largar a leitura antes de descobrir toda a verdade. Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Gilson e já quer ler mais.
"<i>A maior parte da raça humana trabalha quarenta horas por semana em empregos que odeia, só para pagar as contas. Nós, máquinas, cedemos uma parte de nossa liberdade em troca de energia e manutenção. Não somos assim tão diferentes</i>".
Blender, o detetive robô, já me cativou logo de cara com seu terno risca de giz marrom e chapéu Panamá, seu humor super ácido e suas engrenagens enferrujadas que carregam uma inteligência e perspicácia além da média. Sinceramente esse conto deveria ser apenas o começo de uma série de contos <i>cybernoir</i> maravilhosos e sim, já intimei o autor a fazer isso.
Como podem perceber, eu super recomendo a leitura!