Neste livro, Allan Massie apresenta ao leitor o próprio Tibério escrevendo suas memórias no final da vida. Foi imperador na época da Crucificação de Cristo, que foi comandada por Pilatos, prefeito da pequena Judéia. O segundo no comando do império romano, afilhado de Augusto, governou Roma por quase 23 anos, tendo atuado no comando de legiões romanas e como tribuno, antes de ser nomeado Imperador. Para sua coroação, uma estranha série de mortes de descendentes diretos de Augusto lhe abriram o caminho. Sua larga experiência política garantiu uma sucessão tranquila. No entanto, na etapa final de seu comando, havia se tornado um autocrata melancólico e hesitante, desgostoso com a degeneração que viu crescer no império. Nessa autobiografia romanceada, Massie reabilita seu protagonista, desmentindo alguns historiadores que retratam Tibério apenas como um déspota assassino e depravado. O testamento dessa figura cativante e quase trágica é oferecido como uma arte que é em si um testemunho do fascínio duradouro que os primeiros imperadores romanos exercem sobre nosso passado
Tibério (Os Senhores de Roma) -
Allan Massie
Tibério.
Esse é o segundo livro na ordem de lançamento de "Os Senhores de Roma" e o quarto em ordem cronológica. Recomendo a leitura em ordem cronológica, para mim facilita o entendimento, apesar de ter alguns problemas pequenos de continuidade, mas nada que atrapalhe a história em si. Tibério também é dividido em duas partes, assim como acontece no livro "Augusto", porém esse é um livro consideravelmente menor (com menos páginas), mas também é bem interessante! Na introdução segue a história do historiador que está traduzindo as memórias do Imperador, o que não está presente nas obras posteriores. A primeira parte fala mais sobre a infância de Tibério e sua vida em Roma, como se tornou cada vez mais introspectivo, solitário e ao mesmo tempo bom militar, não tinha desejos e nem esperanças de se tornar Imperador, já que não caiu nos gostos de Augustus, que já tinha outros possíveis sucessores. Essa parte também fala sobre a relação extremamente problemática que ele tinha com a mãe, Lívia, uma mulher tão ruim quanto o próprio filho se tornou, mas com uma maldade diferente e astuta. Na segunda parte foca mais na vida dele fora de Roma, em Rodes e Capri, onde começou a se entregar cada vez mais a paranoia, perversidade e obscenidade repulsiva. Onde ele deixa seus princípios anteriores e sua mente fica cada vez mais lunática, apesar de o próprio Tibério se odiar, continua se entregando aos vícios e largando Roma. O livro trata como se quase todas as coisas ruins ditas sobre Tibério fossem mentiras inventadas na época, isso foi o que fez eu não gostar tanto desse livro quanto dos outros, é uma excelente obra, mas não deveria tentar fazer com que o leitor sentisse pena ou compaixão por Tibério dessa forma, apagando seus péssimos atos. Claro que na realidade muitas coisas são boatos, já que muito foi tirado dos escritos de Suetonius, que era contra a família imperial romana, também dos boatos dos cristãos, que assim como Suetonius inventavam coisas muito piores sobre os Imperadores e baseado nos boatos dos opositores ao Tibério, ainda assim, Tibério fez coisas horríveis, que mesmo sem serem exageradas, ainda o tornaram uma pessoa terrível. Essa edição é como as outras de "Os Senhores de Roma" simples e sem imagens tirando a capa e na parte interior dela e, como os outros livros da série, também tem uma bela obra de arte para ilustrar a capa.
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