Aventuras na História Nº 219 (Agosto de 2021) - Política nas Olimpíadas

    não informado

    Caras
    2021
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    - Política nas Olimpíadas - Domínio do fogo - O genocídio indígena pelas mãos dos bandeirantes E mais História...

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    R .25/08/2021Resenhou um livro
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    Agosto de 2021

    "Agosto, mês de desgosto!", expressão famosa.... Dando conferida em 'Aconteceu em Agosto' vemos alguns eventos percebidos em justificativa (pelos pessimistas): detonação da bomba atômica na Segunda Guerra; suicídio de Cleópatra; assassinato da primeira vítima de Jack, o Estripador; morte de Euclides da Cunha em duelo (ao descobrir que era traído pela esposa); e a instituição da Inquisição nas colônias da América (pela Espanha). Obviamente a História se constrói em desdobramentos positivos ou não e 2021 forneceu mais um fato marcante para o mês: o retorno ao poder dos Talibãs no Afeganistão (as informações tem sido dramáticas do que vem ocorrendo...). Vou registrar também o evento mais famoso que inspirou a frase. Notas históricas dizem que no respectivo mês costumavam ocorrer as partidas dos navegantes em busca de conquistas mundo afora, podendo ocasionar longas separações ou ausência de retornos. Oras, todo dia é dia de dar graças a Deus! - 'Por que Gabrielle Chanel recebeu o apelido de 'Coco'?" Reportagem biográfica sobre a estilista que revolucionou o vestuário feminino na transição entre os séculos 19 e 20, não implicando em apenas moda, mas em novo estilo de vida. Curto e grosso: "Coco" significa "querida", que Gabrielle recebeu quando era cantora em cabaré por frequentemente apresentar "Qui qu'a vu coco". - "Fogo, uma saga ancestral" Lembrou-me "A guerra do fogo", em princípios que o filme explorou - a sociedade desenvolvendo-se a partir do domínio do fogo, que propiciou processo de sedenterização, crescimento populacional e criação de ferramentas. Aparece no filme em um povo (que tingia a pele de cinza) mais desenvolvido que os demais, similar a indígenas no período pré-colonial. - "Faroeste caboclo" Sobre a ação visceral dos bandeirantes na colonização do Brasil, caracterizada por opressão e exploração dos povos indígenas. A reportagem não trouxe algo diferenciado do que é amplamente difundido e aproveito para registrar o que tenho aprendido com uma nova geração de historiadores no Amapá, no resgate da história colonial, onde tem havido ênfase à resignificação de conceitos, principalmente ao indígena, com maior protagonismo, até então restrito à exploração. Os estudos não são negacionista a este fato e tem apontado participação fundamental dos indígenas na colonização. Sem eles não haveria ocupação, pelo menos como ocorreu. O europeu que aqui chegou estabeleceu laços para o comércio, subsistência em meio difícil, expansão no interior, conhecimento da terra, achado dos bens naturais e proteção, estabelecendo-se acordos interesseiros no intento. Sobre os bandeirantes da reportagem, valeram-se das disputas entre etnias para seus objetivos e conquistas. Sem o indígena a colonização não ocorreria como a conhecemos, pois eram os dono da terra e seu protagonismo nela foi gradativamente usurpado e ocupado pelo colonizado, às suas custas... - "Jogos de poder" Em época de Olimpíadas a mesma história se repete nas revistas, e não estou me referindo às inúmeras abordagens sobre o tema, mas a valorização ínfima em termos práticos que se tem dado às Paraolimpíadas nas publicações em reportagens realmente decentes e de destaque. Só uma observação... Sobre a reportagem, expõem a postura do COI, desde sua fundação, em querer separar esporte da política mundial, o contexto histórico. Oras, ao longo dos jogos manifestações e acontecimentos diversos é o que não faltaram em reflexo, desde a megaprodução de Hitler para querer exaltar os arianos sobre o mundo nos jogos de 1936, passando pelo atentado contra o comitê judeu em 1972, boicotes nos anos 80, entre outros. A reportagem aborda pontos como esse, de que os atletas não competem como robôs e invariavelmente de alguma maneira refletem seu meio, o que deveria ser considerado em discussões importantes paralelamente aos jogos, fora da informalidade, mas de maneira oficial. O homem sempre se apresentará nos jogos como ser pensante... É óbvio, mas em termos práticos, o que fez o COI? Silêncio no evento nazista, expulsão dos manifestantes anti-racismo e anti-segregacionismo em 1968 (reduzidos à agitadores dos Panteras), apenas alguns exemplos... E a vista grossa para manobras como em Moscou/1980, em que não acredito em teoria conspiratória os informess de que João do Pulo saltou não só para a medalha de ouro, mas para quebra do recorde mundial... O homem é ser político e nunca pode ser olvidado... As olimpíadas tem que aproveitar a visibilidade para importantes debates e sensibilizações sobre o contexto mundial. Foi o que entendi com a reportagem... E por isso também lembrei das paraolimpíadas e toda sua importância. Leitura em Macapá, sobrevivendo e superando a pandemia... Mano, vinha correndo a mais de mês 5 km diários na faixa dos 30 minutos... Nunca fui atleta e o corpo agora sentiu, alertando para necessidade de planejamentos prudentes no desempenho das atividades físicas...

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