As Aventuras da Docência, Reino Encantado no qual eu insisto teimosamente em militar, me tiraram a possibilidade de continuar as leituras no mesmo ritmo frenético de antes, mas nada que 30 páginas por dia não possam dar uma equilibrada.
Bom, decidi, depois da leitura de David Copperfield, que deveria conhecer um pouco mais a obra de Charles Dickens (1812-1870). Assim, fui atrás de sua primeira obra, publicada em 1836, quando ele tinha apenas 24 anos, "As Aventuras do Sr. Pickwick". E a leitura das suas 777 páginas, divididas em 57 capítulos foi, mais uma vez, fenomenal e fantástica.
Senhores pseudo cientistas que levam muito a sério as suas descobertas pseudo científicas organizam um Clube denominado Clube Pickwick. O filósofo que dá nome ao clube se junta com mais três amigos, o Sr Tupman, o Sr Snodgrass e o Sr. Winkle e partem por diversas localidades britânicas descobrindo coisas, especialmente sobre o caráter humano: as relações entre advogados e seus estagiários, entre membros de família, entre jornalistas politizados que se odeiam, entre aqueles que defendem o amor e aqueles que fogem dele a todo custo, entre pastores bêbados que enganam os outros e até mesmo entre fantasmas e armários que habitam.
O livro tem tantas histórias paralelas que é impossível não lembrar de "As Mil e uma Noites". Divertidíssimo.
Ao final da obra, o amor entre Sam Weller, seu criado, e o Sr. Pickwick, que, envelhecendo, se propõe a ver o máximo possível e contribuir o máximo possível com a felicidade dos jovens mexeu muito comigo.
Chorei emocionado com os discursos de Dickens, que se despedia de Pickwick com tristeza e do discurso de Pickwick, que ia se despedindo das aventuras mais potentes para entrar em estado mais contemplativo.
Sam Weller é o Sancho Pança de Pickwick, o Dom Quixote vitoriano de Dickens.
Maravilhoso. Divirtam-se com a linda história !!!
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