Com mãos atadas e como quem pisa em ovos - [eBook]

    Esteban Rodrigues

    paraLeLo13S
    2021
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-10: B092RL7CRS
    Português Brasileiro

    “Esse novo livro do poeta Esteban Rodrigues é como acordar um vulcão adormecido.“ – Marcelino Freire Com mãos atadas e como quem pisa em ovos é o novo livro do poeta Esteban Rodrigues. Nesse trabalho, Esteban traça temas de identidade nos nossos tempos com uma linguagem delicada e marcante que dialoga com as subjetividades do eu lírico e com o mundo, e como bem sinaliza Marcelino Freire na sua orelha-poema, o livro traz uma erupção de vida. O livro também conta com um afinado posfácio de Hilário Zeferino, que diz: “Pra ler Esteban é necessário se deixar levar e se deixar ficar pelas redes, não só as sociais, pelos lanches, pelas sensibilidades, pela mente atravessada que atravessa a rua olhando pro chão com todo o céu sobre a nuca. Pra ler Esteban é importante compreender as minúcias dos cotidianos e de como a gente ainda é todas as pessoas com quem as pessoas que namoramos namoraram, mesmo não sendo mais. Ou como somos também fragmentos que gritam Eu te amo! trancados no quarto com o telefone que espera uma mensagem.”

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    Giovane Alcântara12/11/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quando bolas de gude e a poesia nos atinge*

    Não tenho como entender por completo os sentimentos de Esteban Rodrigues mas fui atravessado. Quando comecei a ler o livro “com mãos atadas e como quem pisa em ovos” (editora paraLeLo13S, 2021), despretensiosamente, as bolas de gude dos sonhos do autor me atingiram e eu nem sei o porquê. Percorrer cada poesia, cada palavra, cada verso do autor é sentir, nas 57 páginas do livro, as inúmeras sensações que ele tenta nos provocar: o corpo, a pele, o rosto, o choro nas tardes, o não-pertencer-sentir entre o caos interno. A cada poesia, dia. Agora estou participante de parte da rotina do autor. Rotina essa que, junto com ele, me faz olhar para o chão antirreflexo da vida. A impressão que eu tenho é que a exaustão que permeia a escrita de Esteban Rodrigues não se desassocia do que a gente conhece como mundo, como vida, como tentativa de fuga, do que é não estar dentro do padrão, daquilo que entendemos como autoconhecimento. A impressão que tenho é que o autor escreve como forma de encontrar uma parte perdida de si. Aqui concordo e discordo de Hilário Zeferino: para ler “com mãos atadas e como quem pisa em ovos” é preciso estar no lugar certo e de peito aberto, o dia é indiferente. Li na terça-feira, ele na quarta. Eu completaria dizendo que para ler “com mãos atadas e como quem pisa em ovos” é preciso estar atento às miudezas, ao mínimo detalhe, ter expertise para capturar a subjetividade do autor e sua complexa narrativa. Afinal, a subjetividade está intrínseca na escrita de Esteban Rodrigues, desde as descrições poéticas ao sentimento que o acompanha. Como acordar de madrugada para escrever, como rasgar papel por não conseguir transpor o que sente, como observar o pitbull cheirando as flores, como esperar um muito obrigado, um até logo e não o completo silêncio que não preenche espaços. Em “com mãos atadas e como quem pisa em ovos” a poesia se faz vida. *Originalmente publicado na Feira Literária de Letras da UFBA.

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