A voz dos sinos, de Charles Dickens (1844)
O livro, na verdade, apresenta "A voz dos sinos" (1844) e "O guarda-chaves" (1866) - sendo o último um conto breve. No primeiro, se faz abundamente presente a crítica social do autor. Conta a história de uma família pobre na Inglaterra, a partir do ponto de vista do pai, q precisa lidar com a pobreza e a ignorância, acompanhadas da covardia e da hipocrisia da elite. Metade da história ocorre dentro de um sonho, no qual o pai morre e vaga pelo tempo e pelo espaço, como um fantasma, que vê as possibilidades futuras de seus entes queridos. A preocupação com a moral é marcante e fica clara no suporte dos amigos e no "recado final" da última página. Na segunda história, o foco é o além: um fantasma que aparece antes de alguma tragédia inevitável. Muito bom, por sinal.

