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    Raul da Ferrugem Azul -

    Ana Maria Machado

    Salamandra
    1979
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 851603481X
    Português Brasileiro
    3.8
    586 avaliações
    Leram1276Lendo70Querem546Relendo5Abandonos3Resenhas27
    Favoritos25Desejados546Avaliaram586

    Raul estava mesmo irritado com aquelas manchas azuis que se espalhavam pelo seu corpo. Ora apareciam em seu braços, e ele não conseguia fazê-las sumir, mesmo lavando com xampu, álcool e até detergente. Ora - que susto! - estavam no pescoço, nas pernas, na língua e até na garganta! O que estaria acontecendo? O que seriam aquelas estranhas manchas, que ninguém parecia ver? Alguma doença contagiosa? De tanto pensar, Raul deduziu: ele raul, tinha ferrugem azul! O mistério tinha que ter uma explicação. Em busca das respostas, o menino descobre como a dificuldade de reagir às pequenas - e grandes - violências do cotidiano marcam nosso espírito e nosso corpo.

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    Igor Soares picture
    Igor Soares11/02/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nossas ferrugens azuis

    Escrever um livro infantil não é uma tarefa fácil. Mais do que tornar a linguagem acessível, deve-se tornar a mensagem por detrás do livro de fácil entendimento ao público jovem que ainda está se enveredando pelo mundo das letras. Ana Maria Machado consegue, com louvor, conquistar essa meta com esse livro. Li Raul da Ferrugem Azul quando tinha 7 ou 8 anos. Uma fábula bem simples sobre um garoto que reprime seus medos, raivas, internaliza tudo e um dia acorda com ferrugens azuis que se espalham pelo corpo. Ele parte então numa jornada para descobrir como desfazer as ferrugens, inclusive encontrando outros personagens assim, como a Estela da Ferrugem Amarela. Uma vez que ele aprende a defender o que ele acredita, a lutar, a pôr pra fora suas emoções, suas raivas, seus medos, as ferrugens somem e o peso no coração dele também. É uma lição que absorvi muito na minha vida. O livro me fez pensar, ainda pequeno, se eu teria ferrugens azuis. Algumas crianças da minha sala (lembro que esse era um livro didático obrigatório na 3ª série, em 1997) ficaram com olhos arregalados lendo, e tenho certeza que muitos deles carregam até hoje essa lição. Às vezes releio o livro e vejo o quanto ele foi importante no meu crescimento pessoal e na minha formação emocional. Recomendo fortemente lê-lo para seus irmãos, filhos, sobrinhos e outros que estão começando a experimentar essa época difícil da infância que é crescer.

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 586
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas2%
     Ana Maria Machado profile picture

    Ana Maria Machado

    O jornalismo foi abandonado no ano de 1980, para que a partir de então Ana pudesse se dedicar ao que mais gosta: escrever seus livros, tantos os voltados para adultos como os infantis. E assim foi feito, e com tamanho sucesso que em 1993 ela se tornou hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Finalmente, a coroação. Em 2000, Ana ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da literatura infantil mundial. E em 2001, a Academia Brasileira de Letras lhe deu o maior prêmio literário nacional, o Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Em 2003, Ana Maria foi eleita para ocupar a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o Dr. Evandro Lins e Silva. Pela primeira vez, um autor com uma obra significativa para o público infantil havia sido escolhido para a Academia. A posse aconteceu no dia 29 de agosto de 2003, quando Ana foi recebida pelo acadêmico Tarcísio Padilha e fez uma linda e afetuosa homenagem ao seu antecessor.

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    Ana Maria Machado