She never dreamed of finding Prince Charming, let alone a King! Still, by twist of fate―or Murphy’s Law―she will cross paths with an irresistible monarch. Have you ever thought you could, one day, be sucked into a wormhole and transported to another planet? Neither had Everlyn, but that is exactly what happened to her. After her plane crashed, she thought it would be the end of the line for her, but her adventure was only about to begin. In a distant planet, Everlyn will become “The King’s Wife” and eventually find out that Earth and her new home have always been connected. However, the war for the Einstein-Rosen bridge could cause both worlds to end. Throughout her unforgettable journey, she will fall in love with a wonderful land and do everything to protect it, along with its people. She will also realize that, even though she had pushed romantic love out of her life, romance will fatefully find her. Fall in love with this romantic story that transcends time and space.
Após sofrer um acidente aéreo em alto mar (seu avião sofre uma pane e cai em algum ponto do Oceano Atlântico), Lin atravessa uma espécie de portal, não para outro tempo ou para um mundo alternativo, mas para outro PLANETA. Esse planeta é bem parecido com a nossa Terra, habitado por pessoas iguais aos humanos terráqueos, mas tem alguns animais meio estranhos tipo em Avatar, possui várias luas e está num período meio pós-apocalíptico dominado pela monarquia. Ela é socorrida por uma moça, Joen, com quem faz amizade e aprende a se comunicar na língua local, até que um dia a guarda do rei chega na propriedade da família da Joen e manda seu avô entregá-la como "pagamento" para ser esposa do rei. Com pena da garota com quem fez amizade e estava para se casar com o homem que ama, Lin se oferece como tributo (risos) e é levada para o castelo do rei. A história até tem seus pontos positivos, com uma mocinha insubordinada que tenta correr atrás de sua independência e acredita em igualdade (tanto entre gêneros quanto entre classes), mas tem alguns problemas que, pra mim, comprometeram a percepção sobre a mesma. Eu posso engolir por causa do contexto meio medieval da fantasia, mas me incomodou o fato de mulheres serem tratadas como propriedade. O tal rei possui UM HARÉM de 700 mulheres decorativas, todas belas e distintas entre si, colecionadas como objetos. A elas, é proibido o acesso a estudos e aproximação com outros homens, a não ser que sejam empregados e olhe lá. Mas, claro, o rei vai dar tratamento especial para a recém-chegada... e vai ficar aparecendo em situações aleatórias, como se ele não tivesse mais nada a fazer, como por exemplo governar seu país. Além disso, a ideia de mostrar que, nesse planeta, as diferenças físicas são ressaltadas como privilégios e fazem parte da classe alta da sociedade, enquanto as semelhanças são tidas como algo comum e marginalizado até poderia ser interessante se não tivesse sido construído da mesma forma operacional de racismo da nossa sociedade: 1. "Os criados da família eram todos parecidos fisicamente. Não iguais, apenas parecidos. Estar entre eles causava um sentimento estranho, como quem chega a uma tribo indígena e se torna o único diferente dentre uma multidão semelhante. Eles não lembravam nenhuma etnia que havia na Terra. Tinham estatura mediana, cabelo e olhos pretos intensos e pele morena." 2. "A cultura daquele povo era completamente diferente dos costumes da Terra, onde os diferentes são discriminados e rejeitados. Naquele planeta, os diferentes eram admirados e tratados como realeza" A autora puxa sardinha para exaltar o fenótipo asiático da protagonista (de ascendência coreana) como algo de beleza raríssima, sendo considerado bem valioso, mas coloca isso no meio de uma construção com privilegiados majoritariamente brancos e marginalizados com traços negros/pardos, que são todos parecidos entre si. Se ela queria realmente ousar na questão de quebra de padrões do planeta fictício, por que não colocar as nossas minorias (etnias desfavorecidas, corpos fora do padrão etc) como os ricos de lá? A fantasia acabou me lembrando tanto A Seleção, pelas intrigas entre as mulheres que querem ser a escolhida do monarca, mas a preferida dele é justamente a única que não quer sua atenção (aqui, a escolha é para determinar quem será a mãe do herdeiro, já que nem todas chegam a dormir com o rei - a maioria é só uma posse mesmo - e, ainda assim, aparentemente há métodos contraceptivos), quanto Outlander, pela protagonista desaforada e curandeira que viaja por uma fenda e vai parar numa sociedade onde mulheres não têm muitos direitos, e precisa lutar para ser aceita naquela realidade. Contudo, diferente de Claire Fraser, que é uma mulher forte e super esperta, Lin me irritou pela demência, pois fica claro desde os primeiros capítulos a identidade do rei, mas ela demora o livro INTEIRO para se tocar disso. Vai ser tapada assim em Yonah! Mas pra ser bem honesta, o próprio rei me irritou um pouquinho também em não revelar tudo de uma vez ao invés de só ficar dando uma de territorialista calado. No capítulo extra sabemos o seu motivo, mas ainda assim, muito problema poderia ter sido evitado se ele tivesse sido franco desde o início. Tendo em vista isso, eu não consigo considerar A Esposa do Rei como ótimo devido aos seus furos, mas também não chega a ser ruim. A narrativa é ágil e a história tem potencial, mas poderia ser melhor.
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