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    Literatura e resistência -

    Alfredo Bosi

    Companhia das Letras
    2000
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788535902839
    Português Brasileiro
    4.3
    10 avaliações
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    Nesta coletânea de ensaios, Alfredo Bosi leva para a crítica a atitude de resistência cultural e política dos escritores que ele tematiza, como Basílio da Gama, Lima Barreto, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos e João Antônio, entre outros. Para Bosi, o crítico literário deve ser também um crítico da cultura. Literatura e resistência reúne ensaios que vêm dar continuidade ao ângulo de leitura que o autor desenvolveu no já clássico Dialética da colonização (Companhia das Letras, 1992), em que a ênfase da análise recai sobre o jogo contraditório entre criação e tradição. Bosi revê o percurso da crítica literária no Brasil e propõe um "historicismo renovado", que não esconde a sua admiração pela obra de Antonio Candido. Armado dessa perspectiva que enfoca ao mesmo tempo "a circunstância nacional" e "a dimensão do humano universal", ele examina uma série de obras literárias em que a resistência se faz motor da ação. O padre Antônio Vieira e a busca de um reino de justiça neste mundo, Basílio da Gama e seu ambíguo poema sobre a luta dos guaranis contra os colonizadores, Cruz e Sousa e o enfrentamento do racismo, Euclides da Cunha diante da tenacidade de Canudos e o Graciliano Ramos testemunhal das Memórias do cárcere são alguns dos temas escolhidos. Ao nos depararmos com a escrita da resistência, afirma Bosi, "não nos cabe senão compreender resistindo e resistir compreendendo".

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    Alfredo Bosi

    Alfredo Bosi nasceu em São Paulo (SP), em 26 de agosto de 1936. Foi casado com a psicóloga social, escritora e professora do Instituto de Psicologia da USP, Ecléa Bosi, com quem tem dois filhos: Viviana e José Alfredo. Descendente de italianos, logo depois de se formar em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), em 1960, recebeu uma bolsa de estudos na Itália e ficou um ano letivo em Florença. De volta ao Brasil, assumiu os cursos de língua e literatura italiana na USP. Embora professor de literatura italiana, Bosi sempre teve grande interesse pela literatura brasileira, o que o levou a escrever os livros Pré-Modernismo (1966) e História Concisa da Literatura Brasileira (1970). Em 1970, decidiu-se pelo ensino de literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, da qual é professor titular de Literatura Brasileira. Ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme. Foi vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP de 1987 a 1997. Nesse último ano, em dezembro, passou a ocupar o cargo de diretor. Entre outras atividades no IEA, coordenou o Programa Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina) e coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998). Entre 1989 e 2021 foi editor da revista Estudos Avançados. Bosi morreu em 7 de abril de 2021 de COVID-19 em São Paulo.

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    55 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Alfredo Bosi