Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores15
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O crush de Álvares de Azevedo -

    Jandiro Adriano Koch

    Libretos
    2020
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9786586264012
    Português Brasileiro
    3.5
    5 avaliações
    Leram8Lendo0Querem7Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados7Avaliaram5

    “Fiquei inclinado a ver certa tensão afetivo-sexual no que a maioria deliberou ter sido amizade [entre o poeta Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852) e o porto-alegrense Luiz Antônio da Silva Nunes (1830-1911)], termo utilizado pelos dois para comentar o que sentiam mutuamente. Tanto me dobrei, que flertei com o termo ‘crush’. A gíria permite, assim como a formulação do amor platônico, raciocinar sobre um sentimento amoroso que, amiúde, acontece somente para uma das partes. Historiadores, no entanto, têm o dever ético de alertar para os riscos. Para um lado ou para outro, basta puxar a corda. A imaginação, em geral, ganha terreno fértil, enquanto a razão é jogada em solo árido. Aos apressados, aqui os avisos pipocam como ímãs em geladeira de colecionador. Vida e obra se entrelaçam à revelia de rupturas idealizadas. Ora andam abraçadas, ora se repelem.” Jandiro Koch O historiador Jandiro Koch apresenta aqui seu segundo ensaio biográfico-histórico (o primeiro foi editado no belo livro “Babá, esse negro depravado que amou)”, agora abordando a figura consagrada de Álvares de Azevedo, o poeta que morreu jovem, o ultrarromântico típico, um quase James Dean do século XIX brasileiro. Jandiro Koch não faz de seu objeto ou de seu texto uma plataforma de reivindicação, quer dizer, não retorce os dados de sua pesquisa para que digam algo que ele previamente pensava sobre as pessoas e tempos que aborda. Como vai se ver no correr do texto, o autor está aberto à dúvida, sem que isso implique diminuir seu interesse em encontrar pontos seguros de informação. Aliás, o que é mesmo que o autor pensa de seu biografado? Que ele era o que hoje se chama de gay, ou homossexual? Nem essa resposta é óbvia, o que é mais um valor positivo do texto. Dá a boa impressão de que Jandiro, aparelhado de ótimo faro de pesquisador e informado por uma boa suspeita de que sob encobrimentos e silêncios há a velha e boa vida humana, cheia de contradições e belezas, sabe que perguntar é melhor que responder. E que grandes e certeiras perguntas há aqui o leitor vai logo descobrir. Não precisa concordar com nada, e pode mesmo entrar nestas páginas desconfiando de tudo. O certo é que o leitor, aqui, vai ser conduzido por um passeio pelos meandros da vida e da criação artística que interessam não apenas aos ocupados em Álvares de Azevedo, ou em temas LGBT, ou no século XIX, ou no Romantismo, mas a todos os que se fascinam com a aventura humana chamada arte.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Rhuan Fernandes picture
    Rhuan Fernandes02/02/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Enquanto aqui dentro do peito bater-me quente o coração.

    Publiquei em conjunto com a professora e doutora Amanda Teixeira, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a resenha deste livro. A resenha está disponivel gratuitamente, ela foi publicada pela revista ''Opiniães'' da Universidade de São Paulo, a USP. Deixarei abaixo um trecho desta resenha e o link para ter acesso a todo o conteúdo dela: ''Em O crush de Álvares de Azevedo, de forma cuidadosa, Jandiro reúne dados sobre o poeta Álvares de Azevedo e seu amigo no Colégio Pedro II e da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Luiz Antônio da Silva Nunes, para observar, segundo o historiador, “como o dente-de-leão floresce nas rachaduras do concreto” (KOCH, 2020, p. 14), ou seja, a obra se constrói com força e delicadeza, parece não encontrar barreiras diante de todos os apagamentos encontrados pelo caminho. O cânone da literatura brasileira tem se desenvolvido como se todos os nossos autores fossem homens brancos e heterossexuais e Jandiro nos leva a diversos questionamentos. Ao decorrer das 152 páginas do livro, entre um capítulo e outro, o leitor se deparará com a perspicácia do autor em furar a barreira da dicotomia ‘’Heterossexual x Homossexual’’, ao trazer a sua obra a ponderação quanto às opiniões de outros críticos literários e os materiais pesquisados e colocados dentro de O crush - respeitando, assim, os dois biografados, mas sempre levando em conta o ‘’E se?’’. Como na maiêutica socrática, o autor, muitas vezes, prefere não dar respostas, mas lançar novas perguntas. Dividir com o leitor os silêncios da história, as dúvidas, apontar novas leituras [...]''

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 5
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas0%