Mary Wollstonecraft questiona a natureza humana feminina que justificava o tratamento desigual dado às mulheres.
Partindo do pressuposto que todos os seres humanos devem buscar a virtude pelo exercício da razão, defende o direito das mulheres de terem acesso à educação, que reputa essencial para garantir a independência de pensamento e a financeira.
Achei muito interessante, porque o acesso das mulheres aos direitos individuais hoje é algo tão natural, que é estranho ter que achar argumentos que o justifiquem.
Isso, aliado ao tom ácido das críticas da autora, tornam alguns pontos do livro engraçados. Mas, é aquela graça agridoce, que vem do absurdo. No fundo, é triste perceber como as mudanças significativas são recentes, muito embora os sentimentos de revolta e injustiça sejam antigos.
Vale lembrar: é um livro de filosofia escrito no Século XVIII. Por mais objetiva que a autora seja, ainda é um livro denso, que requer paciência, reflexão e um certo conhecimento prévio sobre o assunto.
Li em inglês, no e-book da coleção Amazon Classics, que estava disponível de graça.
Ah, Mary é a mãe de Mary Shelley, autora de Frankenstein. Romance ótimo que também está disponível gratuitamente em inglês na mesma coleção.