Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores83
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    The Magician -

    Colm Tóibín

    Scribner
    2021
    509 páginas
    16h 58m
    ISBN-13: 9781476785080
    4.4
    19 avaliações
    Leram22Lendo3Querem58Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos0Desejados58Avaliaram19

    Colm Tóibín’s new novel opens in a provincial German city at the turn of the twentieth century, where the boy, Thomas Mann, grows up with a conservative father, bound by propriety, and a Brazilian mother, alluring and unpredictable. Young Mann hides his artistic aspirations from his father and his homosexual desires from everyone. He is infatuated with one of the richest, most cultured Jewish families in Munich, and marries the daughter Katia. They have six children. On a holiday in Italy, he longs for a boy he sees on a beach and writes the story Death in Venice. He is the most successful novelist of his time, winner of the Nobel Prize in literature, a public man whose private life remains secret. He is expected to lead the condemnation of Hitler, whom he underestimates. His oldest daughter and son, leaders of Bohemianism and of the anti-Nazi movement, share lovers. He flees Germany for Switzerland, France and, ultimately, America, living first in Princeton and then in Los Angeles. The Magician is an intimate, astonishingly complex portrait of Mann, his magnificent and complex wife Katia, and the times in which they lived—the first world war, the rise of Hitler, World War II, the Cold War, and exile.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1127/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    MUITO BOM: uma família de artistas, um artista maior retratado ficcionalmente, suas obras e personagens marcantes, nazismo, homoafetividade, suicídios, drogas etc.

    O escritor irlandês Colm Tóibín se propôs a fazer em O Mágico um retrato ficcional de Thomas Mann (1875-1955), não uma biografia, e assim tornou possível ao leitor comum conhecer a vida e (parte da) obra do grande autor alemão como se estivesse lendo um grande romance. Pode ser que esse leitor se interesse pelas obras de Mann, passe a lê-las já que ele é um dos maiores escritores do século XX. O livro também é útil para quem aprecia ir além da ficção, conhecer um pouco melhor quem escreve os livros que lê, meu caso, por exemplo. Penso que Tóibín, de certo modo tentou, com O Mágico (o título vem de uma brincadeira que Mann fazia com as mãos, uma “mágica” simples que encantava seus filhos e netos), escrever o seu Os Buddenbrook (1901), a narrativa da decadência de uma família de comerciantes de Lubeck (terra natal de Thomas Mann), que tem muito a ver com o próprio Mann e seus familiares, coisa que já sabíamos antes. Toíbín substituiu os comerciantes pelos escritores e outros artistas da família Mann e temos então O Mágico. Obra povoada por gênios artísticos, mas também por suicidas, viciados e outros seres que não se ajustavam devidamente nos papeis sexuais de homem e mulher, como a sociedade exigia na época em que os Mann viveram: falo dos filhos de Thomas, Klaus (autor de Mefisto, 1936) assumidamente homossexual e Erika, que se casou com o poeta W. H. Auden, apenas para se tornar cidadã inglesa e assim se proteger dos nazistas. Para complicar as coisas um pouco mais, o nazismo então se consolidou na Alemanha a partir de 1933 e colocou a vida de muitos alemães em perigo, mesmo que não fossem judeus, bastava ser escritor ou praticar outra arte que não fosse vista pelos mandatários como nacional socialista. De início Mann combateu essa ideologia um tanto timidamente, como pensavam Klaus e Erika, também o irmão dele, Heinrick (o autor de O Anjo Azul, 1928), no intuito de, em parte, proteger a família de sua mulher Katia Pringsheim Mann (1883-1980), que descendia de judeus. Depois, quando nazistas passaram a queimar livros e mostrar mais escancaradamente a que tinham vindo (perseguir e exterminar judeus europeus, homossexuais, ciganos e outras minorias), começou a criticar mais acentuadamente Hitler e o regime, precisou se exilar e viveu em diversos países, principalmente nos Estados Unidos. Morreu na Suíça, dez anos após o final da Segunda Guerra Mundial, a segunda também dele (tinha 43 anos em 1918, ao final da Primeira Grande Guerra). Após a guerra recusou-se a visitar seu país natal diversas vezes, mas depois acabou indo tanto na Alemanha Ocidental quanto na Oriental, nesta para visitar Weimar, onde Goethe (1749-1832) viveu, escritor que admirava imensamente. Também tem a história da mãe dele, Julia da Silva Bruns, depois Mann, que foi para a Alemanha com apenas sete anos, nascida em Paraty e suas recordações de nossa terra. Que Mann nunca visitou, nem mesmo mencionou alguma vez em seus livros, que se saiba. Com tudo isso e muito mais, Colm Tóibín, romancista experimentado, conseguiu fazer de O Mágico uma obra tão interessante quanto Os Buddenbrook? Pode ser que sim em muitos trechos, mas não no livro todo, que inclui passagens e diálogos que, penso, não acrescentam muita coisa à vida e obra de Mann. Lembro que o talentoso alemão escreveu Os Buddenbrook quanto tinha apenas 26 anos, e foi com ele que ganhou o Nobel de Literatura de 1929. De todo modo, O Mágico tem várias qualidades, uma delas destacada pela Companhia das Letras em sua sinopse, que afirma ser este “Um romance generoso e sensível que reflete as inquietudes e as instabilidades do século XX.” De fato, dá para sentir muito bem o que era ser escritor ou intelectual vivendo na Alemanha sob a constante ameaça de ideias fascistas, depois traduzidas em violência e morte. Nesse ponto, destaque para a relação de Mann com o presidente americano Theodore Roosevelt Jr. (1887-1944), mas principalmente com Eleanor, sua mulher. Aqui e ali, Cóibín lembra da homoafetividade que envolveu Mann em diversos episódios de sua vida, e que ficcionalmente resultou numa de suas obras-primas, A Morte em Veneza (1912), assim como em uma novela anterior, Tonio Kröger (1903). A gênese desses livros é detalhada com muitas informações durante a narrativa, assim como ocorre com a doença de Katia Mann e o consequente tratamento dela em Davos, Suíça, que lhe forneceram material para outra obra-prima, A Montanha Mágica (1924). Segundo Cóibín era o livro pelo qual Mann gostaria de ter recebido o Nobel, mais do que por Os Buddenbrook. E Hans Castorp, personagem central da obra, seria a versão masculina de Katia, como ela mesma reconhecia. Outro livro tratado por Tóibín é Confissões do Impostor Felix Krull, originalmente lançado em 1922, sobre um charmoso trapaceiro, esse do título, um personagem que Mann amava porque era leve, “[...] da mesma forma que amara Adrian Leverkühn, e como também amara Tony Buddenbrook e o jovem Hanno.” Hanno é outro personagem de Os Buddenbrook, que Mann escreveu inspirado em si mesmo quando jovem, enquanto Leverkühn serviu para ele contar sua versão do mito de Fausto, através de um músico retratado em Doutor Fausto (1947), mais uma obra-prima dele segundo a crítica. No entanto, quase nada, apenas uma linha, é dita acerca da tetralogia José e Seus Irmãos, livros que me impactaram profundamente, tanto quanto Os Buddenbrook e A Montanha Mágica. Mas Mann deixou registrado em um texto de outro livro dele, Mario e o Mágico (novela de 1930), “Dezesseis Anos” (tempo que levou para finalizar os quatro volumes) o trabalho que teve para escrever o longo romance baseado na história de José do Antigo Testamento. O mesmo acorre com outras obras conhecidas dele, não mencionadas por Tóibín em momento algum, como O Eleito (1951) e mesmo Carlota em Weimar (1939). Existe outro livro muito interessante sobre Thomas Mann e seus familiares, que Tóibín não cita entre as dezenas de obras consultadas (gostaria de saber o motivo dessa exclusão) escrito por uma conhecida psicanalista alemã, Marianne Krüll, Na Rede dos Magos: Uma outra história da família Mann (Nova Fronteira, RJ, 1997, 512 páginas), que tampouco é uma biografia do autor ou um estudo literário de suas obras. Krüll preferiu fazer uma abordagem sociológica-familiar enfatizando, digamos assim, os podres da família Mann, suas histórias de adultérios, invejas, suicídios, incestos, brigas, ciúmes, drogas e homossexualidade. Coisas que a seu modo, como já citei, Tóibín também aborda em O Mágico. Para quem se interessa pela vida e obra de Thomas Mann vale a pena ler tanto o livro de Krüll quanto o de Tóibín. Meu caso, já que Mann é um dos autores que, depois de Philip Roth, mais li até hoje, cerca de quinze ou dezesseis volumes dos muitos que escreveu. Lido entre 19 e 25 de abril de 2024.

    14 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 19
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Colm Tóibín profile picture

    Colm Tóibín

    Colm Tóibín, nasceu em 1955 em Enniscorthy, no County Wexford, na Irlanda) e é um escritor premiado, jornalista e crítico literário. Tóibín fez a sua educação liceal como aluno interno do St Peter's College, entre 1970 e 1972. Prosseguiu os seus estudos na University College Dublin, tendo-se licenciado em 1975, após o que partiu imediatamente para Barcelona. A sua primeira novela, The South (em inglês), de (1990), inspirou-se parcialmente nos seus tempos passados na capital da Catalunha, tal como, mais directamente, o seu ensaio Homage to Barcelona, também de (1990). Ao regressar à Irlanda, em 1978, iniciou os seus estudos com vista à obtenção do grau de Mestre, no entanto acabou por nunca entregar a sua tese e deixou a universidade, pelo menos em parte, para uma carreira como jornalista. Os primeiros anos da década de 1980 foram um período particularmente brilhante para o jornalismo irlandês e a época áurea da revista noticiosa mensal Magill (em inglês), de que Tóibín foi editor a partir de 1982 e até 1985. The Heather Blazing (em inglês), de 1992, foi a sua segunda novela, seguida por The Story of the Night (em inglês), em 1996 e The Blackwater Lightship (em inglês), em 1999. Em 2004 Tóibín publicou O Mestre, um retrato ficcional da vida do escritor Henry James, que foi nomeada para o prestigiado Booker Prize. Tóibín continuou sempre a trabalhar como jornalista, tanto na Irlanda como no estrangeiro, tendo também alcançado prestígio como crítico literário, ao editar ou escrever obras como The Penguin Book of Irish Fiction (1999) e The Modern Library: The 200 Best Novels in English since 1950 (1999) com Carmen Callil, bem como o famoso ensaio Love in A Dark Time: Gay lives from Wilde to Almodóvar em 2002. The Blackwater Lightship (em inglês) foi nomeado em 1999 para o Booker Prize e em 2001 para o International IMPAC Dublin Literary Award. O Mestre ganhou em 2006 o International IMPAC Dublin Literary Award; foi nomeado em 2004 para o Booker Prize; ganhou também em 2004 o prémio Los Angeles Times Novel of the Year e o Stonewall Book Award, tendo ainda sido classificado pelo The New York Times como um dos 10 mais notáveis livros de 2004.

    11 Livros
    21 Seguidores
    Wexford, Irlanda

    Colm Tóibín