O sistema e o antissistema - Três ensaios, três mundos no mesmo mundo

    Ailton Krenak, Helena Silvestre, Boaventura de Sousa Santos

    Autêntica Editora
    2021
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9786559280827
    Português Brasileiro

    Nossas sociedades parecem estar organizadas em sistemas sociais, econômicos, políticos e culturais. O que é o sistema? O que é o antissistema? Após escrever um artigo intitulado O sistema e o antissistema, em que mostrava preocupação com o crescimento da extrema-direita no mundo, Boaventura de Sousa Santos foi contatado por sua amiga Helena Silvestre dizendo que havia lido o texto e que tinha sobre o tema uma opinião muito diferente. Incitada por Boaventura a escrever sobre o assunto, ela de imediato aceitou. Pensando ainda em uma terceira perspectiva, Boaventura convidou Ailton Krenak para a empreitada. Temos, assim, neste livro três miniensaios distintos sobre o mesmo tema geral, escritos a partir de diferentes contextos sociais, políticos e culturais, por autores de diferentes gerações, com diferentes identidades e histórias de vida, mas irmanados na mesma luta por uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais respeitadora da diversidade e da diferença.

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    erased16/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essencial

    Não conhecia Boaventura de Sousa Santos, nem Helena Silvestre, mas pretendo acompanhar seus textos e intervenções sempre que possível. Boaventura introduz o tema do livro-debate e adentra no espinhoso campo político sistêmico. E ainda sugere saídas. Helena trata o tema de modo prático - descrevendo sua vivência na periferia - e não menos teórico - com boas referências. O terceiro texto é de Ailton Krenak que arremata com sensatez: essas definições ocidentais sobre estados, sistemas, direita e esquerda compõe a ideia do que o homem branco cristão europeu faz do mundo, certa ou errada é uma das milhares de proposições de outros povos sempre omitidos, excluidos e dizimados. O estado, afirma Krenak, é colonialista. Todos são. Porque promovem a violencia direta e indireta contra pessoas e contra lugares, "a pátria", a Terra, os povos que nela habitam. Promovem inclusive violência contra as próprias pessoas que supõem representar o todo. Citando autores necessários como Darcy Ribeiro,Kopenawa e Pierre de Clastres, mas com pensamento coerente sobre o mundo de hoje: "não estamos mais sendo capazes de atribuir sentido à experiencia política." Daí o caos e a violência instituidos e ampliados desde a vinda de Colombo.

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