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    Os sabiás da crônica -

    Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Sérgio Porto

    Autêntica Editora
    2021
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788551306383
    Português Brasileiro
    4.2
    28 avaliações
    Leram41Lendo8Querem65Relendo0Abandonos1Resenhas10
    Favoritos2Desejados65Avaliaram28

    Esta antologia é um convite à leitura de textos que resistiram à passagem do tempo. Além de reunir seis mestres da crônica, do lírico Rubem Braga ao rebelde José Carlos Oliveira, projeta um olhar inteiramente novo sobre a cultura brasileira. As noventa crônicas que compõem o volume formam um riquíssimo painel dos anos 1930 até a virada do século XXI: é o retrato de toda uma época. Os sabiás da crônica celebra a força da amizade. E se engana quem pensa que a trama coletiva apaga o traço pessoal dos cronistas – pelo contrário, eles surgem aqui de corpo inteiro. O roteiro sentimental parte de cada cidade natal até desembarcar no Rio de Janeiro na década de 1940. O saber literário se mistura então ao sabor das experiências cotidianas: a roda viva de bairros e bares, as conversas sobre música e cinema, as receitas de feijoada, a poesia do futebol, tudo decantado numa prosa crítica e bem-humorada. Organizado por Augusto Massi, o volume traz um prefácio visual com fotografias de Paulo Garcez que ilustram fielmente a atmosfera da antologia, revelando a intimidade do encontro que nos trouxe até aqui. Com crônicas de: Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta, José Carlos Oliveira.

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    Berttoni Licarião picture
    Berttoni Licarião03/03/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura 075 de 2021 *Cortesia* Os sabiás da crônica [2021] Augusto Massi (Org.) Autêntica, 2021, 352 p. C. Lispector, Lygia F. Telles e J. Saramago, nesta ordem, me fizeram leitor de crônicas e posso afirmar com desnecessário embaraço que pouco tenho me aventurado no gênero para além desses três nomes. Tanto-tão pouco que, reparem, até receber esta antologia organizada por Augusto Massi não conhecia nenhum texto dos grandes nomes da crônica brasileira: Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta e José Carlos Oliveira. Calhou então da coletânea chegar às mãos do leitor ideal (se é que tal monstro existe): um verdadeiro menu degustação para meu paladar inexperiente com 15 amostras selecionadas de cada autor. Textos sempre breves que nos permitem perceber estilos e temas de interesse, o humor e a ironia, a observação corriqueira e o desespero latente, formando uma espécie de retrato dos cronistas. A curadoria de Massi apresenta um recorte de quase 70 anos de Brasil visto por esses homens: a crônica mais antiga data de 1930 e a mais recente, de 2004. E muitas delas são absolutamente deliciosas, a exemplo da que abre a seleção de Rubem Braga: “Chegou meu dia. Todo cronista tem seu dia em que, não tendo nada a escrever, fala da falta de assunto. Chegou meu dia. Que bela tarde para não se escrever!”. O final deste texto, a propósito, antecipa a variedade de tons encontrada no volume e no corpo de uma mesma crônica: “Amanhã posso voltar bonzinho, manso, jeitoso; posso falar bem de todo mundo, até do governo, até da polícia. Saibam desde já que farei isso porque sou cretino por profissão; mas que com todas as forças da alma eu desejo que vocês todos morram de erisipela ou de peste bulbônica. Até amanhã. Passem mal!”. Antonio Candido sugeriu em “A vida ao rés-do-chão” que a crônica está mais perto de nós, não tem a pretensão de durar e consegue dizer as coisas mais sérias com aparência de conversa fiada. Com efeito, é tudo isso que encontro aqui: companhia, alívio, crítica, revolta, humor, acidez, ressaca. E a certeza de voltar a essas conversas ao longo dos dias mais difíceis que o ano que já entra trará.

    7 curtidas

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    4.2 / 28
    • 5 estrelas32%
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    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Rubem Braga

    Biografia Iniciou-se no jornalismo profissional ainda estudante, aos 15 anos, no Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, fazendo reportagens e assinando crônicas diárias no jornal Diário da Tarde. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em 1932, mas não exerceu a profissão. Neste mesmo ano, cobriu a Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo, na qual chega a ser preso. Transferindo-se para Recife, dirigiu a página de crônicas policiais no Diário de Pernambuco. Nesta cidade, fundou o periódico Folha do Povo. Em 1936 lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como correspondente de guerra junto à F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira). Rubem Braga fez diversas viagens ao exterior, onde desempenhou função diplomática em Rabat, a capital do Marrocos, atuando também como correspon­dente de jornais brasileiros. Após seu regresso, exerceu o jornalismo em várias cidades do país, fixando domicílio no Rio de Janeiro, onde escreveu crônicas e críticas literárias para o Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão. Sua vida como jornalista registra a colaboração em inúmeros perió­dicos, além da participação em várias antologias, entre elas a Antologia dos Poetas Contemporâneos.

    76 Livros
    149 Seguidores
    Espírito Santo, Brasil

    Rubem Braga