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    Rango - 35 anos

    Edgar Vasques

    L&PM
    2005
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8525414956
    Português Brasileiro
    4.1
    17 avaliações
    Leram37Lendo1Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas0
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    Os quadrinhos do Rango, um dos mais célebres anti-heróis das tiras brasileiras, que resumia na época da ditadura - e ainda resume - a miséria do nosso povo, está de volta em edição comemorativa. Em 1970, o desenhista Edgar Vasques se propôs a criar um personagem que tivesse a cara do Brasil: miserável, esfomeado, marginalizado, pobre e desempregado, que vivia dentro de uma lata de lixo. A primeira aparição de Rango foi na revista Grilus, a revista do Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde Vasques então estudava. A partir de 1973, Rango ocupou as páginas de vários periódicos brasileiros, como Pasquim e Folha da Manhã. Fazendo parte do boom de humor da década de 70, simbolizou a resistência à ditadura militar. O primeiro livro de Rango, e também o primeiro livro da L&PM Editores, foi lançado em agosto de 1974, com prefácio do escritor Erico Verissimo. O livro que é agora lançado reúne os melhores momentos de Rango, de 1970 até os dias de hoje, com muito humor, ironia e crítica.

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    Edgar Luiz Simch Vasques da Silva profile picture

    Edgar Luiz Simch Vasques da Silva

    Apesar de ser graduado em arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edgar Vasques nunca exerceu a profissão. Ainda estudante, em 1968, começou a trabalhar como chargista de esportes no jornal Correio do Povo. Em 1970, criou para a revista Grillus, da Faculdade de Arquitetura, uma série de quadrinhos com o personagem Rango, um esfomeado de cabelo rebelde, barriga inchada e que, vivendo no meio do lixo, nunca deixa de fazer observações irônicas sobre a desigualdade social brasileira. A criação fez sucesso no câmpus universitário, e passou a ser requisitada para outras publicações alternativas[2]. Em 1973, já na Folha da Manhã, Edgar foi chamado a cobrir as férias do cronista Luis Fernando Verissimo, e o Rango apareceu pela primeira vez na grande imprensa. Como continuou agradando, passou em seguida a ter espaço próprio, na página de quadrinhos do jornal. Em plena ditadura militar, Vasques produzia cartuns ironizando a miséria crescente, a propaganda oficial do governo e a alienação. Em 1974, depois de uma tentativa frustrada de criar uma agência de publicidade com dois colegas, os três resolveram editar um volume com as tiras já publicadas do Rango. Para isso, os colegas Paulo de Almeida Lima e Ivan Pinheiro Machado criaram a L&PM Editores - hoje uma grande editora brasileira, e responsável pela publicação de praticamente toda a obra de Edgar Vasques. O primeiro volume com as tiras do Rango, com prefácio de Erico Verissimo[3], foi um dos livros mais vendidos na Feira do Livro de Porto Alegre em 1974, fato inédito para uma publicação de quadrinhos. E, junto com outros autores como Verissimo, Renato Canini, Santiago, Guaracy Fraga, etc, ajudou a estabelecer um espaço nacional para o humor produzido no Rio Grande do Sul. Até 1981, foram publicados 7 volumes com as tiras do Rango, sempre em formato pequeno horizontal (13,5 x 21 cm). Neles, apareceram outros personagens de Edgar Vasques: o filho do Rango, menino de rua sem nome; Boca 3, um cachorrinho falante; Chaco, um índio latino-americano sem teto; Baba, um bêbado; e Cândido, o perguntador. Nos anos 80, Edgar Vasques tornou-se conhecido nacionalmente pelos quadrinhos do Analista de Bagé [4], de autoria de Luís Fernando Verissimo, publicados na revista Playboy. A inovação, neste caso, ficava por conta da qualidade dos traços de aquarela, técnica inédita utilizada em quadrinhos. A partir de 1986, os novos álbuns de Edgar Vasques passaram a ser publicados em formato grande vertical (27,5 x 21 cm). Depois do fechamento da Folha da Manhã, o Rango e outras tiras de Edgar Vasques apareceram em O Estado do Paraná, Correio de Notícias (Curitiba), Diário do Sul (Porto Alegre), Artes Visuales (México), Charlie Mensuel (Paris), além de publicações alternativas como O Pasquim, Versus, Ovelha Negra, Coojornal, etc. Vasques participou ainda de vários livros coletivos de humor e quadrinhos, como QI 14 (1975), Tubarão Parte II (1976), Antologia Brasileira de Humor (1976), Humor de Sete Cabeças (1978), E o Bento Levou... (1985), etc. No final dos anos 1980, Edgar Vasques foi um dos criadores da Grafar, associação de Artistas Gráficos do Rio Grande do Sul[5] Durante a Feira do Livro de 2005, foi realizada em Porto Alegre uma exposição comemorando os 35 anos de criação do Rango[6]

    13 Livros
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    Porto Alegre, Brasil

    Edgar Luiz Simch Vasques da Silva