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    Cometierra -

    Dolores Reyes

    Sigilo Editorial
    2019
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788412040401
    Espanhol
    3.7
    26 avaliações
    Leram38Lendo3Querem33Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos2Desejados33Avaliaram26

    Dice Cometierra: «Me acosté en el suelo, sin abrir los ojos. Había aprendido que de esa oscuridad nacían formas. Traté de verlas y de no pensar en nada más, ni siquiera en el dolor que me llegaba desde la panza. Nada, salvo un brillo que miré con toda atención hasta que se transformó en dos ojos negros. Y de a poco, como si la hubiera fabricado la noche, vi la cara de María, los hombros, el pelo que nacía de la oscuridad más profunda que había visto en mi vida». Cuando era chica, Cometierra tragó tierra y supo en una visión que su papá había matado a golpes a su mamá. Esa fue solo la primera de las visiones. Nacer con un don implica una responsabilidad hacia los otros y a Cometierra le tocó uno que hace su vida doblemente difícil, porque vive en un barrio en donde la violencia, el desamparo y la injusticia brotan en cada rincón y porque allí las principales víctimas son las mujeres. En la persecución de la verdad, en el descubrimiento del amor, en el cuidado entre hermanos, Cometierra buscará su propio camino. Dolores Reyes ha escrito una primera novela terrible y luminosa, lírica, dulce y brutal, narrada con una voz que nos conmueve desde la primera página.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Denise Maria Souza João picture
    Denise Maria Souza João12/10/2022Resenhou um livro
    0

    Terminei há alguns dias a leitura deste livro e precisei ordenar os pensamentos para escrever um pouco sobre esta história. Li várias resenhas e vi alguns vídeos, inclusive uma entrevista com a autora. É uma narrativa que divide opiniões e eu encontro argumentos válidos tanto nos que amaram quanto nos que odiaram, por isso, pela primeira vez em anos eu não sei como qualificar em estrelas esta leitura. Gostei ou não? Gostei, sim. Mas… Cometierra é uma jovem que vive numa localidade pobre da Argentina, provavelmente no entorno de Buenos Aires. Não sabemos seu nome, só como ela é chamada. A narrativa, começa quando ela é uma criança sendo obrigada pela tia a ir ao enterro da mãe, morta pelo pai. Ela nos conta que come terra; à princípio o fazia por gosto, para provocar os adultos que diziam que a terra é suja e brigavam com ela, mas depois para que as pessoas pudessem falar com ela através da terra. Após a morte da mãe e o sumiço do pai, Cometierra e seu irmão Walter continuam na mesma casa, porém aos cuidados da tia, que reprime violentamente o hábito da menina. Até que o desaparecimento de uma professora a leva a comer terra novamente, a fim de saber o que aconteceu. Sua descoberta leva a polícia até à professora. Após esse acontecimento, a tia os abandona. Cometierra vai nos narrando a passagem do tempo. Os irmãos vivem uma rotina desregrada, porém de muita cumplicidade. Ele arruma emprego numa oficina e ela larga a escola; passa a ser conhecida por toda a vizinhança, que ao mesmo tempo em que evita contato com ela, passa a deixar recipientes com terra à sua porta, com dados da pessoa desaparecida, às vezes uma foto, na esperança de que ela possa lhes dar alguma resposta. Há algumas reflexões interessantes aqui. Esse dom da menina a coloca numa missão que a prejudica como pessoa: comer terra lhe provoca dor de estômago e outros desconfortos; ela vai chegando à idade adulta sem uma motivação pessoal: dorme muito, bebe muito, não tem amigos ou contatos, exceto os que seu irmão traz para casa. O dedicar-se aos outros lima a sua vida. Também há uma crítica à realidade violenta das comunidades pobres, na quantidade de vasilhas com terra que são deixadas para a Cometierra; casos que a ineficiência da polícia e do poder público deixaram sem solução. Alguns são hediondos. Muitos envolvem mulheres. A ideia de usar a terra, palavra com tantos significados, eu acho bárbara. O que não é tão legal: um dos casos de desaparecimento me pareceu ter sido criado com o único objetivo de provocar um encontro sexual com detalhes explícitos desnecessários. Um caso totalmente insípido. A primeira parte do livro é consistente e bem trabalhada, a segunda já me parece mais apressada e após um encontro da garota com uma pessoa do passado, há várias ações sem sentido. Várias. A terceira parte acho justificável, mas prepara o terreno para a continuação que a autora disse em entrevista estar escrevendo. Não sou muito de continuações, não sei se desejo lê-la. A linguagem é um personagem à parte. Não sei como ficou a tradução, mas este foi o livro em língua espanhola que me deu mais trabalho; ele é repleto de gírias argentinas, e mais do que isso: gírias adolescentes. Apesar de ser uma leitura relativamente fácil pela estrutura de capítulos curtos e muitos diálogos, meu interesse em saber o significado de algumas palavras me fez parar algumas vezes. Enfim… é um livro com uma ideia interessantíssima, que talvez por ser uma estreia, não tenha contado com todo o potencial de sua autora. Mas no todo foi uma boa experiência. Nota: Publicado no Brasil como Cometerra, pela Editora Moinhos, com tradução de Eliza Menezes.

    12 curtidas

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    3.7 / 26
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
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    Dolores Reyes

    Dolores Reyes nasceu em Buenos Aires em 1978. É professora, feminista, ativista e mãe de sete filhos. Ela estudou literatura clássica na Universidade de Buenos Aires.

    7 Livros
    2 Seguidores

    Dolores Reyes