O título da resenha foi a primeira coisa que me veio à cabeça, assim que li a última página desse livro.
Não é uma obra que funcione sem os dois livro anteriores, o excelente O FRÁGIL TOQUE DOS MUTILADOS e o ótimo A SILENCIOSA INCLINAÇÃO DAS ÁGUAS. A história é bem escrita, tendo em vista a classe e elegância das palavras do escritor, também presentes nos livros anteriores, o que me ganhou de cara.
Seguimos do último capítulo do livro anterior na Noruega e seguimos viagem para Suécia. A melhor parte da história é o mergulho europeu em que o Alex Senz nos coloca, e tamanha sua propriedade tendo em visto o autor morar na França.
O encanto com os personagens para mim, aqui, perdeu o gás. O que era o ponto mais forte dos livros anteriores. Vide o autor simplesmente anular o final do segundo livro, obviamente querendo expandir sua história, o que tá na cara não ter sido o seu o objetivo inicial. ($)
Eu achei extremamente frustrante esse artifício, sendo o mesmo repetido em larga escala no final desse livro. Acho uma perda de credibilidade muito grande, e não estou empolgado para o próximo, chamado de último porém o último era esperado ser este livro.
E por mais que faça sentido em complemento a construção da complexidade de Magnólia, aquele ato final com ela não deixou de soar deveras deus ex machina, isso sem falar do epílogo que pode ou não ser anulado mais uma vez. Não que eu me importe mais.
Provavelmente voltarei para o desenlace, mais pelo talento com as palavras do Alex Sens do que por vontade de saber o fim dos personagens.