Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores38
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Dia sim dia não fazer chantagem -

    Maria Isabel Iorio

    Quelônio
    2021
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9786587790145
    Português Brasileiro
    3.9
    16 avaliações
    Leram21Lendo2Querem15Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados15Avaliaram16

    DIA SIM DIA NÃO FAZER CHANTAGEM reúne poemas e um longo texto em prosa, uma dramaturgia narrativa em que o fluxo de pensamento de uma estátua viva deriva para reflexões filosóficas. Os poemas configuram um conjunto sobre um corpo mutante e um eu em constante mudança, que fala sobre a impossibilidade de um desejo regressivo. Alguns temas se destacam como campo de investigação: a desistência e a resistência ao desejo fácil, a existência como recusa e fuga constantes, o amor materno perdido e a demanda infantil por atenção, descartada ironicamente: “Sua mãe não vai abrir as pernas / de novo pra você. // Não tem como refazer / esse caminho. Entrar lá / com as próteses. / O começo – já não te reconhece”. O livro é dividido em três partes: “Alguém que você não bota pra dormir”, “Eu viveria no colo” e “Se não durmo não estou no tempo”. Na primeira parte, que traz 17 poemas, os versos falam de um desejo que não se satisfaz, de um movimento “atrás do próprio rabo”. Como diz o posfácio de Paranova, “DIA SIM DIA NÃO FAZER CHANTAGEM é um livro sem dia seguinte. Você lê à noite mas o que vem depois não é a manhã do próximo dia, o que vem depois é a manhã daquela noite. É um livro atrás do próprio rabo.” Ou, como diz outro dos poemas do livro: “Se eu virar de costas, saiba, é um convite”. Na segunda parte, com três poemas (um deles dividido em seis partes), a desconstrução da identidade de gênero estabelecida e esperada encontra formulações ásperas e irônicas. Alguns poemas se voltam para o impulso de desejo de um interlocutor desconhecido, que pode ser o próprio leitor. É o caso do poema que dá título ao livro: “Dia sim dia não fazer chantagem – / eu prometo não acordar à noite / mas só se antes te comer de quatro / no chão da sala até tarde / se você assumir que também / gosta – e tem coragem – / de obedecer.” O próprio corpo se decompõe em uma constituição instável e compósita. “Nada disso te dá / o direito / de ter fabricado aquela arma / com as minhas partes do corpo”. Na terceira parte, uma dramaturgia narrativa, o fluxo de pensamento de uma estátua viva que está perdendo o gênero deriva para reflexões sobre autoimagem, solidão, a necessidade da ação, um movimento incessante e ao mesmo tempo impedido, além da instabilidade do desejo. O texto também se volta a interlocutores, constituindo-se de maneira contraditória: a estátua não pode falar (pois está em ato), mas se volta a alguém que poderia vir a escutá-la, mais uma vez incluindo o leitor no jogo literário e no enredo. DIA SIM DIA NÃO FAZER CHANTAGEM é o segundo título da coleção Canto Quebrado, em pequenos formatos, em prosa ou poesia, capa impressa em tipografia e costura aparente.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Janaina picture
    Janaina10/11/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    prepara teus dentes pro mundo

    quis ler poesia contemporânea e cai em maria isabel iorio. e que aterrissagem. pensei a vida por estes versos. lambi cada furo feito nos meus caminhos e entendi que fazem parte da minha história. também pensei o tempo. o estar parado. a solidão. mas isso tudo é vida também. quero ler tudo o que maria isabel escreveu. recomendo muito mesmo tendo lido tão pouco.

    18 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 16
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Maria Isabel Iorio profile picture

    Maria Isabel Iorio

    nasceu no Rio de Janeiro, em 1992. Formada em Letras pela PUC-Rio, é poeta e artista visual. Lançou, em 2016, Em que pensaria quando estivesse fugindo (Editora Urutau), participa com poemas na antologia Tente entender o que tento te dizer (Bazar do Tempo), Alto-mar (7Letras), Explosão Feminista (Companhia das Letras), Que o dedo atravesse a cidade, que o dedo perfure os matadouros (coletivo Palavra Sapata), São Nossas As Notícias Que Daremos (Movimento Respeita!) e CAVAR UM BURACO NÃO VER O BURACO (publicação independente com a pesquisa da peça que escreveu e dirigiu). É coidealizadora/fundadora do Movimento Respeita! – coalizão de poetas, coorganiza o Les/Bi/Trans/a Slam, para pessoas LBT. Atua como provocadora, curadora, dramaturga, performer, diretora, produtora e colaboradora de práticas artísticas e políticas. Pesquisa a água na cidade. Tem 1 grau de miopia.

    9 Livros
    0 Seguidor
    Rio de Janeiro, Brasil

    Maria Isabel Iorio