"Os olhos são mesmo a janela da alma?" Para qualquer um (a) de nós essa dúvida pode surgir, mas não para a protagonista de "As Cores de Sophia", de Juliana Lino.
Nesse livro, acompanhamos a trajetória pessoal e profissional de Sophia. Ela própria narra sua história, nos conduzindo desde a infância até sua vida adulta. O livro é dividido em três partes. Na primeira, conhecemos Sophia e o seu dom, que é o de ver as cores da alma das pessoas através das pupilas. Ela também aprende a aperfeiçoar sua habilidade ao ponto de perceber quando os outros estão mentindo ou não, e o pior: ela sabe quando alguém vai morrer!
Na segunda parte do livro, Sophia expõe sua vida acadêmica e seu amor por Felipe, um rapaz que cursa medicina assim como ela. Os dois são muito apaixonados, mas obstáculos surgirão para testar o sentimento de ambos.
Na terceira parte do livro, somos conduzidos ao período da iniciação profissional de Sophia. Ela se envolve amorosamente com o doutor Lucas Martinelli, seu professor e renomado chefe de UTI. Mas ele não possuía luz nos olhos como todos (as), portanto, Sophia não sabia quando ele estava falando a verdade, o que era uma novidade para ela. Lucas era um desafio que deixava Sophia às cegas, tornando-a tão vulnerável às mentiras como qualquer outra pessoa.
Como se isso não bastasse, Sophia se dá conta de que mortes incomuns começam a surgir no hospital. Por ser a única médica capaz de diagnosticar pelo olhar se um paciente estava prestes a morrer ou não, ela se envolve numa trama perigosa, que pode desvendar um esquema relacionado ao tráfico de órgãos...
"As Cores de Sophia" é um livro cujo mistério nos envolve do início ao fim. Mesmo antes do mistério principal surgir, os fatos ligados ao dom de Sophia torna a leitura muito instigante. A terceira parte, em especial, é impossível largar! A minha curiosidade foi a mil, e eu quero ler a continuação o quanto antes. Obviamente que eu adorei e recomendo a leitura.