A widower battles his grief, rage, and the mysterious evil inhabiting his home smart speaker, in this mesmerizing horror thriller from Gus Moreno. It was Vera’s idea to buy the Itza. The “world’s most advanced smart speaker!” didn’t interest Thiago, but Vera thought it would be a bit of fun for them amidst all the strange occurrences happening in the condo. It made things worse. The cold spots and scratching in the walls were weird enough, but peculiar packages started showing up at the house—who ordered industrial lye? Then there was the eerie music at odd hours, Thiago waking up to Itza projecting light shows in an empty room. It was funny and strange right up until Vera was killed, and Thiago’s world became unbearable. Pundits and politicians all looking to turn his wife’s death into a symbol for their own agendas. A barrage of texts from her well-meaning friends about letting go and moving on. Waking to the sound of Itza talking softly to someone in the living room . . . The only thing left to do was get far away from Chicago. Away from everything and everyone. A secluded cabin in Colorado seemed like the perfect place to hole up with his crushing grief. But soon Thiago realizes there is no escape—not from his guilt, not from his simmering rage, and not from the evil hunting him, feeding on his grief, determined to make its way into this world. A bold, original horror novel about grief, loneliness and the oppressive intimacy of technology, This Thing Between Us marks the arrival of a spectacular new talent.
This Thing Between Us -
Gus Moreno
O luto da forma mais crua, dolorosa, visceral e honesta
Thiago é um homem totalmente desolado que acabou de perder sua amada esposa, Vera. Assim, acompanhamos a sua história de uma maneira incomum, já que ele decide contar tudo o que aconteceu e o pesadelo que ele está vivendo no formato de carta para a sua mulher, recém-falecida. Thiago e Vera eram um casal apaixonado e feliz até se mudarem para uma nova casa e adquirirem uma Itza, uma espécie de Alexa que começa a se comportar de forma peculiar. Aos poucos, barulhos nas paredes, encomendas misteriosas e um alarme que não despertou quando deveria resultam na perda de Vera. Thiago, consumido pela culpa, pelo luto e pela solidão, resolve alugar um chalé em um local isolado na Califórnia, onde poderá, enfim, ruminar todas as terríveis sensações que estão tomando sua alma. Mas seja lá o que estivesse acontecendo em sua antiga residência, continuará ocorrendo aqui, de modo muito mais bizarro e assustador... Esse é um livro em que a sinopse engana o leitor, fazendo com que ele acredite que encontrará uma história de terror sobre um dispositivo eletrônico possivelmente possuído. Porém, ao longo da trama, o rumo do tema muda e teremos um horror cósmico e delirante. Cá entre nós, eu amo tudo isso, mas o que eu mais gostei nessa narrativa é como ela consegue ser extremamente crua e mostrar, com perfeição, tudo o que envolve o luto e a perda. Thiago é capaz de expressar sua dor em palavras carregadas de emoção que demonstram o que quem é deixado para trás enfrenta, além de explorar como a morte de um ente querido pode acabar se tornando um alvo social e político, utilizado como benefício de pessoas desconhecidas enquanto aquele que precisa viver com o fardo de não ter mais o amor de sua vida é quem realmente está sofrendo com tudo isso. Gus Moreno construiu uma história que também levanta questões sobre cultura, descendência e árvore genealógica, focando em como os traumas que vivemos podem se tornar grandes monstros. E eu confesso que, mesmo já tendo lido muitas obras cujo tema central é a morte, eu nunca li algo como essa narrativa, mostrando esse trágico momento de forma tão magistral, melancólica e real. O autor traz uma referência constante ao clássico "2001: Uma Odisséia no Espaço", que me deixou muito feliz, pois é meu livro de ficção científica favorito e fez com que eu me apaixonasse pelo gênero. E é através desse elemento que ele constrói o seu próprio cosmicismo, em que o horror, por mais insólito que seja, tem raiz no maior terror de todos: o fim. É claro que, pela história ser escrita do ponto de vista de Thiago, sabemos que ele não é um narrador confiável - e o autor permite que o leitor se pergunte o que é real e o que não é, pinta imagens surreais em nossas mentes, traz certas confusões sobre o que personagem vê e nos leva a cogitar, junto do protagonista, o que será que está além dos muros que separam o mundo dos vivos e o dos mortos. É exatamente isso que torna esse livro tão especial: ao focar na morte e descrever com perfeição os sentimentos que alguém experimenta durante o luto, o autor nos faz viver todo o sofrimento que o protagonista está encarando. Por isso, já aviso que essa é uma obra para ser lida com cautela, já que é um livro pesado e doloroso que fez com que eu me sentisse mal ao terminar a última página... Mas também fez com que eu compreendesse que cada ser humano é único - e vive a morte de sua própria maneira. Mais resenhas no instagram literário @livre_em_livros e no canal do Youtube "Livre em Livros"!
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