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    1000 Anos de Alegrias e Tristezas -

    Ai Weiwei

    Objectiva
    2021
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9789897843358
    Português
    4.2
    5 avaliações
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    Em 1000 Anos de Alegrias e Tristezas, Ai Weiwei oferece-nos uma descrição impressionante da China dos últimos 1000 anos e, simultaneamente, reflecte sobre o seu processo artístico. Além de explorar as origens da sua criatividade fora de série e das suas apaixonadas convicções políticas, Weiwei revela ainda a história do seu pai, Ai Qing, outrora o poeta mais influente da China e camarada próximo e íntimo de Mao Tsé-Tung. Durante a Revolução Cultural Chinesa, Ai Qing foi considerado de direita e condenado a trabalhos forçados. Toda a sua família, incluindo o filho, foi desterrada para uma parte remota e desolada do país a que chamavam Pequena Sibéria. nas suas memórias, Weiwei descreve uma infância no exílio e conta-nos a difícil decisão de abandonar a família para ir estudar Arte nos Estados Unidos, onde se tornou amigo de Allen Ginsberg e encontrou em Marcel Duchamp e Andy Warhol uma inspiração. Com honestidade e sageza, descreve o seu regresso à China e a sua ascensão de artista desconhecido a estrela da cena artística internacional e activista pelos direitos humanos - sem esquecer a forma como o seu trabalho tem sido moldado pela vivência sob um regime totalitário.

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    Lurdes Kras  picture
    Lurdes Kras 24/12/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    1000 Anos de Alegrias e Tristezas, mais que um livro de memórias, é um mergulho na história da China sob o olhar de um artista ímpar. Ai Weiwei construiu uma sólida carreira e é um dos mais aclamados artistas chineses da atualidade. Pintor, escultor, arquiteto, usa os mais diversos materiais em suas criações. Foi um dos idealizadores do icônico estádio Ninho de Pássaro, inaugurado na Olimpíada de Pequim, a mesma Pequim que baniu por muitos anos seu pai, impedido de permanecer na cidade até mesmo para fazer tratamento médico. Ai Weiwei se viu, desde muito pequeno, atingido pela opressão política instaurada por Mao Tsé Tung e pelas contradições culturais de seu país. A primeira parte do livro, além de abordar vários aspectos históricos mais remotos, se debruça sobre a trajetória de seu pai, Ai Qing, um professor e poeta que foi duramente perseguido durante a instauração da República Popular da China e da Revolução Cultural. Considerado inadequado e perigoso, seus textos foram banidos, assim como ele próprio, que chegou a ser exilado na chamada "pequena Sibéria". As condições de vida, neste período eram precárias demais, afetando toda a família, mas nada esmoreceu os ideais de seu pai e alguns relatos são realmente pungentes. Já a segunda parte do livro tem um caráter mais pessoal e acompanha o crescimento e amadurecimento de Ai Weiwei, como ser humano e como artista. Os caminhos que trilhou, suas interações com outros artistas, a mudança para Nova Iorque, os circuitos de arte nos EUA e Europa, as perseguições que sofreu, o período em que esteve preso. O livro é ótimo e durante toda a narrativa reforça os ideais herdados de seu pai. Liberdade para criar. Usar a arte em defesa dos Direitos Humanos. No carrossel selecionei algumas de suas obras, impactantes e contestadoras. "Os direitos que luto para defender devem estar disponíveis para ser desfrutados por todos, mas quaisquer consequências adversas recaem somente sobre mim. Ter consciência disso me dá força mental."

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    Ai Weiwei

    Weiwei, Artista plástico, designer e cineasta, é um dos artistas-ativistas mais destacados da atualidade. Nasceu em 1957 em Pequim, na China. Integrante da primeira geração de chineses que estudou fora do país, em 1981 se mudou para os Estados Unidos, regressou a Pequim em 1993 e vive na Europa desde 2015. Ai Weiwei entende que seu trabalho é dar voz aos que não têm como falar.. Defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão, é uma presença ativa nas redes sociais e o seu trabalho tem tido uma vasta exposição pública. As suas exposições de arte incluem Fairytale na Documenta 12, em Kassel (2007); Sunflower Seeds no museu Tate Modern, em Londres (2010); Evidence no museu Martin Gropius Bau, em Berlim (2014); Ai Weiwei na Royal Academy of Art, em Londres (2015); Maybe, Maybe Not no Museu Israel, em Jerusalém (2017); Ai Weiwei on Porcelain no museu Sakip Sabanci, em Istambul (2017-2018); Good Fences Make Good Neighbors, em Nova Iorque (2017-2018); Raiz no OCA, em São Paulo (2018); e Circa 20:20, em Londres (2020). Entre os seus documentários de média-metragem contam-se Human Flow (2017) e Coronation (2020). Ai Weiwei recebeu diversos prémios, incluindo o Prémio Václav Havel de Dissidência Criativa da Human Rights Foundation (2012) e o Prémio de Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional (2015).

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    Pequim, China

    Ai Weiwei