Sou o autor do livro, e então, obviamente, minha resenha tem o olhar do autor (se é que posso me aventurar a resenhar meu próprio livro). Mas acho que vale o texto!
Esta obra classifico como um drama histórico, e um romance ficcional. É uma história que se passa nos confins de Minas Gerais do século XVIII, e aborda personagens complexos e cativantes, que revelam as vísceras das relações sociais locais em resposta a um evento incomum, que é um estranho acampamento que surge escondido nas serras. Há algo de sombrio na narrativa, dramas sociais e pessoais se entremeando em volta do acontecimento, seja na região de Serro Frio (que dá nome ao livro), seja na fazenda do coronel contratador. Pessoas poderosas, serviçais, escravos. Todos serão afetados pelo estranho evento.
O texto se divide em uma fase inicial, de abertura da história, descrição dos personagens principais e os acontecimentos iniciais. Num segundo momento, tramas paralelas fazem crescer a narrativa, e surgem novos elementos e novos conflitos, aquecendo a trama. Há uma terceira parte, onde chocam-se no texto as contradições e os dramas dos personagens, alguns previsíveis, outros sombrios e certamente inesperados. Numa quarta parte, os desfechos e suas consequências para todos na região. São 230 páginas ligadas por muita poeira e lama do sertão de Minas, paisagens, dos dramas e dos amores locais. Páginas coloridas por matos, sangue e barro.
Sou Marco Pinheiro, escritor e apaixonado pelas letras.
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Autor do romance SERRO FRIO
Abraços!