Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores um dos maiores senão o maior nome da literatura do Brasil. Obras - Contos Contos fluminenses (1870) Histórias da meia-noite (1873) Papéis avulsos (1882) Histórias sem data (1884) Várias histórias (1896) Páginas Recolhidas (1899) Relíquias de Casa Velha (1906) " Crítica literária 1. A Crítica Teatral - José de Alencar: Mãe - 1860 2. A Nova Geração - 1879 3. Alberto de Oliveira: Meridionais - 1884 4. Alvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos - 1866 5. Carlos Jansen: Contos Seletos das Mil e Uma Noites - 1882 6. Castro Alves: Resposta a carta de José de Alencar - 1868 7. Cenas da vida amazônica, de José Veríssimo - 1899 8. Crítica variada - Diário do RJ - 1862 9. Discursos na Academia Brasileira de Letras - 1897 10. Dois folhetins. Suplício de uma mulher - 1865 11. Eduardo Prado - 1901 12. Enéias Galvão: Miragens - 1885 13. Eça de Queirós: Carta a Henrique Chaves - 1900 14. Eça de Queirós: O primo Basilio - 1878 15. Fagundes Varela: Cantos e Fantasias - 1866 ..... - Crônicas Canção de Piratas Crônica da Abolição Crônica dos Burros Bons Dias! (20-21 de maio de 1888) - Poesia Crisálidas Falenas Americanas Occidentaes..... - Romance Ressurreição A mao e a luva Helena Iaiá Garcia Memórias Póstumas de Brás Cubas Casa Velha Quincas Borba Dom Casmurro Esaú e Jacob Memorial de Aires - Teatro Carta a Quintino Bocaiúva Desencantos Lição de Botânica Não consultes médico O Caminho da Porta O Protocolo Quase Ministro Tu só, tu, puro amor
Machado de Assis: Obras Completas -
Machado de Assis
Entre Erros E Acertos, Recomendo
Tenho as obras completas de Machado de Assis em ebook além de boa parte distribuída em livros, adquiridos durante de anos de leituras. Quando vi o box da Nova Aguilar, decidi trocá-los, pois ganharia mais espaço na estante. Finalizei a compra durante uma promoção e, em apenas dois dias, a coleção foi entregue. Minha primeira reação foi positiva, a edição parecia luxuosa, mas bastou folhear o primeiro volume, para ficar desapontada. Segue a lista de problemas que encontrei: - O excesso de cola manchou as contracapas. No primeiro volume, elas também possuem vincos. - O papel bíblia é o mais indicado para livros com grande número de páginas, todavia, a Nova Aguilar optou por um produto cuja qualidade não me agradou. Sua transparência deixa vazar a impressão das outras páginas e para minimizar o problema, segui o conselho que li num comentário. Passei a usar papel sulfite atrás da folha que se está lendo. - Essa transparência também permite observar várias páginas fora do esquadro. - Finalmente, algumas folhas vieram amassadas no final dos volumes. Decidi trocar a coleção e cabe registrar a habitual cortesia e correção da Amazon no trato com os clientes assim como da Nova Aguilar a quem enviei um e-mail. O novo box está em melhores condições, mas também possui manchas nas contra-capas. Só não optei pela devolução, por conta dos seguintes aspectos: - Os textos receberam um tratamento exemplar. Como as obras de Machado vendem bem e são de domínio público, muitas editoras optam por publicá-las sem o merecido cuidado. Na contramão, a Nova Aguilar realizou atualização ortográfica, aplicou a regra vigente para colocação de crases, corrigiu as vírgulas flagrantemente incorretas além dos erros de concordância verbal e das locuções com o verbo "haver". Também uniformizou o uso de travessões, (no século XIX, muitas vezes, eles eram empregados no lugar de vírgulas), substituiu, quando possível, palavras estrangeiras por outras de língua portuguesa e uniformizou os pronomes de tratamento, por exemplo, "Senhor" e "sr.", assim como "padre", "doutor", "professor", etc... - A Seção "Fortuna Critica" reúne dezoito ensaios sobre a obra do escritor. De Capistrano de Abreu, "Sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas" a Susan Sontag, "Vidas Póstumas: O Caso de Machado de Assis", são 224 páginas de estudos disponíveis ao leitor. Dessa lista, fazem parte nomes que conviveram com Machado, como seu amigo pessoal José Veríssimo, e outros que, nasceram muito depois de sua morte. Um exemplo é Silviano Santiago, autor do romance "Machado", que, reunindo ficção e realidade, narra os últimos quatro anos de vida do escritor. - A "Bibliografia" é a mais completa que conheço e exibe um extenso material para pesquisa. Se comparada a primeira edição das obras completas do Bruxo do Cosme Velho, lançada em 1959, essa coleção está substancialmente maior. Desde então, o conjunto de textos reconhecidos como de sua autoria transformou-se, muitos foram incluídos e alguns subtraídos, como "Queda Que As Mulheres Têm Para Os Tolos" que não passa de uma tradução. Com relação aos contos avulsos, uma área nebulosa, a Nova Aguilar optou pela prudência. Publicados em periódicos mediante pseudônimos, alguns usados até mesmo por autores diferentes, há sérias divergências, se esse ou aquele é realmente do escritor. Portanto, essa edição descartou as últimas "descobertas" apontadas como de sua autoria. Para quem quiser conhecê-las, recomendo as obras completas da L L Library (em ebook) ou recorrer a internet. Segue a lista: "Bagatela" (1859), "Diana" (1866), Felicidade Pelo Casamento" (1866), "Fernanda e Fernando" (1866), O Pai" (1866), "Francisca" (1867), "História De Uma Lágrima" (1867), "Onda" (1867), "Possível e Impossível" (1867), "A Vida Eterna" (1870) e "O Califa de Platina" (1878). Quanto a ler Machado, essa é uma ocupação para vida inteira, já que suas obras atingem novas e mais complexas camadas interpretativas, conforme o leitor lapida sua formação. Considerá-lo um dos maiores nomes da literatura, não se trata de ufanismo, basta observar as opinões de três dos maiores escritores contemporâneos: - "If Borges is the writer who made Garcia Marquez possible then it is no exaggeration to say that Machado De Assis is the writer who made Borges possible." (Salman Rushdie) - "The greatest writer ever produced in Latin America." (Susan Sontag) - "Machado de Assis is a great ironist, a tragic comedian. In his books, in their most comic moments, he underlines the suffering by making us laugh." (Philip Roth) Elas foram escolhidas para divulgar a edição inglesa do romance "Dom Casmurro" e podem ser apreciadas numa foto que postei abaixo. Trata-se da vitrine de uma livraria e seu autor e um amigo meu .que visitava a Londres. É surpreendente o destaque dado ao livro, já que nossa literatura, com exceção dos livros de Paulo Coelho, é praticamente ignorada no exterior. Para encerrar, você sabia que Woody Allen, numa reportagem para o "The Guardian" em 6/5/2011, incluiu na lista de seus cinco livros preferidos "Memórias Póstumas De Brás Cubas"? Ele ganhou o exemplar de um fã e confessou que só leu, porque o romance não era um calhamaço de centenas de paginas...
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