Esta história começa com Tookie, a personagem principal, contando como foram os anos em que esteve na prisão em 2005. O motivo pelo qual esteve presa foi que ela roubou o corpo de um homem morto e o levou para a sua amiga. O que já era ruim ficou pior porque o morto tinha drogas escondidas, por outra pessoa, em suas axilas e Tookie não sabia.
Seu advogado conseguiu com muito custo sua liberdade e Tookie foi libertada. De volta à vida, ela viaja para Minneapolis à procura de emprego. Ela reencontra Pollux, seu namorado antes de ser preso e acaba se casando. Começa a trabalhar em uma livraria.
Na livraria ela toma conhecimento que uma ilustre cliente, Flora, uma aspirante a indígena, morreu lendo um livro que é conhecido por Tookie e que a deixa intrigada. O espírito de Flora passa a visitar todos os dias e, em diferentes horários, a livraria. Tookie sabe identificar a presença e os barulhos que Flora faz até mesmo quando ela folheia os livros.
Flora não tem más intenções. Enquanto viva, ela visitava sempre a livraria, ficava um bom tempo por lá e tinha um bom coração, mas enquanto mulher branca, Flora gostava de se imaginar como mulher indígena.
Tookie tem origem indígena e, a partir daí, ela vai investigar o porquê do espírito dela vir todos os dias na livraria. Será que para conversar com Tookie ou para um acerto de contas?
Esta é uma história de fantasmas e mistério que se passa entre novembro de 2019 a novembro de 2020, bem no período da pandemia e morte de George Floyd. A narrativa tem um humor negro e um quê de tristeza. É uma trama que fala sobre a existência do preconceito indígena no sistema judiciário dos americanos. Fala também sobre crenças, costumes e o folclore indígena e tribal.