Ditadura e Democracia no Brasil - Do golpe de 1964 à Constituição de 1988

    Daniel Aarão Reis

    Schwarcz - Companhia das Letras
    2014
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788537811894
    Português Brasileiro

    No ano 2000, o historiador Daniel Aarão Reis escreveu para a Zahar um pequeno livro para a coleção Descobrindo o Brasil, Ditadura Militar, esquerdas e sociedade. Nele, Aarão defende a tese de que, ao contrário do que pensamos, a ditadura no Brasil não foi imposta de cima para baixo, pelas elites, mas seriam, sim, construções históricas de sociedades concretas, apesar e para além das oposições e resistências. A partir desse fio condutor, convidava o leitor a uma viagem crítica pela ditadura militar que a sociedade brasileira construiu. Hoje, cinquenta anos depois do golpe de 1964, o autor revisita o tema, amplia o conteúdo estudado e traz novas luzes à sua pesquisa. Segundo ele, diferentes versões da história ainda não explicam nem conseguem compreender as raízes, as bases e os fundamentos históricos da ditadura, as complexas relações que se estabeleceram entre ela e a sociedade e, em contraponto, o papel desempenhado pelas esquerdas no período. Também não explicam, nem conseguem compreender, a ditadura no contexto das relações internacionais e na história mais ampla deste país - as tradições em que se apoiou e o legado de seus feitos e realizações que perdura até hoje. Esse então é o desafio que o livro pretende enfrentar.

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    Leandro Santana28/11/2020Resenhou um livro
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    Um olhar criterioso sobre a ditadura civil-militar no Brasil

    Livro de autoria de Daniel Aarão Reis, historiador e professor titular de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF). Aarão tem sua vida diretamente ligada ao período de repressão e à redemocratização, pois participou da luta armada contra o regime militar e foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), tendo se desfiliado após os escândalos que envolveram o partido. A despeito de seu histórico, o autor faz uma leitura sóbria e desapaixonada da ditadura. O livro é curto, apenas 192 páginas, mas segue uma linha de pensamento muito clara e concisa: a ditadura não foi uma obra apenas dos militares. Sim, eles foram os grandes responsáveis, pois arquitetaram o golpe e exerceram a chefia de governo e de estado por mais de 20 anos. Contudo, nada disso seria possível sem o apoio, ou pelo menos a conivência, de segmentos da sociedade civil. Mais ou menos da linha de que o preço da liberdade é a eterna vigilância, Reis Filho deixa o seguinte recado: “o pensamento crítico pode constituir a melhor defesa da democracia, à maneira de um antídoto às tentações autoritárias, sempre à espreita, prontas a ressuscitar tão logo reapareçam no horizonte novas crises e outras ameaças à ordem”.

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