all the young dudes ( 'till the end )
o que dizer? por onde começar? esse livro é, no mínimo, extremamente cruel e ao mesmo tempo necessário. primeiramente, não consigo mais ouvir Changes do David Bowie sem imaginar o Remus reunindo todas as suas forças e magia cantando (quem leu vai entender), e não me arrepiar ao ouvir essa música. queria parabenizar imensamente a escolha de músicas no início de cada capítulo, são muito especiais e eu sou obcecada por essa trilha sonora. esse livro partiu meu coração em mil pedaços e ainda por cima esmagou-os, não é um livro fácil. ainda mais pra quem já é fã da saga original e já sabe o que vai acontecer, mas, mesmo assim, parece que é ainda pior já saber. cada palavra mais próxima do fim é mais um aperto no peito; cada linha, parece que aumenta a angústia no coração. eu vivi essa história e mergulhei profundamente nela. chorei pensando nela e dormi angustiada não querendo mais ler. mas fui forte e terminei. é muito difícil ver tudo acontecendo com personagens que a gente tanto ama, é como se estivéssemos lá para compartilhar a dor deles. e na verdade, realmente estamos. quando a felicidade se esvai e só resta dor, saudade e caos. mas mais que isso, esse livro trata de coisas extremamente importantes no ponto de vista dos anos 70/80 por aí, as questões lgbtq+ nesse período, o uso do cigarro e a descoberta de que ele faz mal, a AIDS, a bebida... além de falar muito sobre amizade e amor, sobre crises de ansiedade, saudade, despedida, culpa, sobre política (mesmo que no mundo bruxo, podemos fazer associações com a realidade) de tudo que eu li até hoje, esse livro talvez se compare apenas com Os sete maridos de Evelyn Hugo de tão bom, e por serem histórias cativantes e que trazem muito, muito aprendizado. não preciso nem dizer que recomendo né!? ah, wolfstar existe e absolutamente ninguém vai conseguir me provar o contrário.




