"Escute, minha filha, ouça com muita atenção o conselho que tenho para lhe dar, faça o possível para que seu futuro marido venha a amá-la, e verá maravilhada que será muito mais fácil você também começar a amá-lo. O amor, é algo muito estranho e fascinante, Nathaly. Ele chega até quando menos esperamos e cresce vertiginosamente, como uma linda e forte árvore frutífera, que crava suas raízes na terra."
Obs: O amor é implantado então??
brincadeira gente, eu entendo o proposito as obras dela (me fazerem infeliz)
#120 - Esse livro não é tão ruim como todos os outros da escritora que li esse ano, porém o começo foi duro de engolir, sério muitas coisas eram controversas e de tirar a paciência até de uma estátua.
Vamos começar com o fato de que o pai do conde era literalmente uma torneira aberta de gastar dinheiro, todo mundo sabia que o homem era pior do que a Becky Bloom no assunto gastar sem critérios mas ninguém se importava o suficiente, ao ponto de o conde e seu irmão fazerem piadas como se o fato de que eles iam herdar e tomar conta de tudo quando o velho morresse não existisse. Mas quando Lady Mary (a sogra) gasta e esbanja tão igual ou até menos que o velho a história é outra, ela se torna fútil, desagradável e deselegante, sério, a ironia é tanta que chega a ser palpável. É quase uma piada já que esses "ingleses" são engraçados, adoram mostrar que tem grana e status mas se alguém faz o mesmo...
Deus nos acuda!
Por mim Lady Mary poderia passar todos os dias de sua vida gritando aos quatro cantos que sua filha salvou SIM o conde da pobreza e da miséria apenas pra causar desconforto a esse folgado.
E falando nele, ai... santa paciência que me falta para os personagens masculinos de Babs, acho que só gostei de um dos quinze que conheci esse ano, p*rra de homem chato, não tinha um tostão no bolso, um planejamento de vida ou senso de autopreservação, mas rapaz como era exigente a criatura. Tudo o que ele achava da Nathaly antes do casamento era simplesmente uó, dizendo que ela devia ser sem graça, sem requinte, ou sem educação e os blablablás de sempre, e como se isso não fosse o bastante, ele ainda me solta que não e digo de homem algum casar com uma mulher mais rica do que ele e faz um circo sobre isso.
Te dou um segundo pra pensar sobre isso e ver por si só como isso e estupido e incrivelmente bizarro de se acreditar.
Cara, as pessoas realmente achavam - ainda acham - que uma mulher não pode ser mais rica do que um homem porque isso não e o correto.
Sim, sim, eu sei que isso não deveria tirar minha paciência, mas ele era tão chato que não desceu pra mim, juro pra vocês que preferiria beber prego e serragem do que deixar pra lá pra aturar o personagem. Porque tipo, no começo ela está apaixonada por um outro rapaz, mas o pai dela falou que ela devia deixar isso pra lá pois ele era um caça bote e não seria digno dela só que dois segundos depois ele vai lá em casa ela com um caça dote só que inglês - A logica? Está correndo para longe o mais rápido possível desse livro - e a justificativa dele e que ninguém casaria com ela por ela se rica demais - sim, de novo essa história, e cada coisa que as mulheres suportam, vou te dizer...
Mano, pra mim isso ainda não faz sentido, as mulheres sempre foram forçadas a casar por dinheiro e eram trocadas o tempo todo como moedas mas se um homem é obrigado a fazer isso de repente e desumano e degradante... me poupe Seldon, aceitasse logo esse casamento e ficasse quieto de uma vez!
Juro que tentei mas não deu, não gostei e não tive paciência por drama do conde e nem pras bobagens do pai dela.
Todo mundo nesse livro é cheio de ideias da caraminholas, sinceramente, a própria mocinha me solta um "talvez eu fuja mesmo não tendo como sobreviver" (parafraseamento não correta dos fatos, mas é quase isso) minha filha... Tudo é rica, para de ser burra!
Mas a coisa mais fora da curva aqui foi o final, porque a raios Bárbara colocou um sequestro dos noivos??? Ia matar fazer um romance bobo ou eles se apaixonando durante o dia a dia de casados? Ao invés de fazer do conde o herói da pátria que enfrenta todos os perigos pra mostra que e digno da mocinha (era só ser descente eu hein). Eu acho que não, mas enfim, achei o final - mesmo sendo besta por causa dos bandidos marítimos - mais legal e aceitável do que o início.
E pra fechar vejamos esse trecho que me fez rir por ser tão "v*dia, só você pra acreditar nisso kkkk é cada coisa"
"- Eu também amo você, minha querida! Amo você porque é a pessoa mais encantadora que já conheci em toda a minha vida. Acho que nós pertencíamos um ao outro desde o começo dos tempos.
- Também acredito nisso e não importa quem nós somos e o que possuímos, não é?
Seldon percebeu o quanto aquela pergunta era importante para a tranquilidade e segurança de Nathaly.
- Eu a amaria exatamente como agora, mesmo que você tivesse nascido numa choupana e não tivesse nada além desses lábios fascinantes e adoráveis!"
Mentira cara, você só se casou com ela por dinheiro, nem saberia da existência dela caso contrário, pare de ser mentiroso, e feio viu?
Ps: Nenhum animal foi machucado. O que já garante uma estrela se tratando de Barbara Cartland.
PP.s: Nem falei de Lady Edith, porque tinha me esquecido dela mas pra não deixar em branco a participação dela vou dizer: Minha filha como você é chata!! E de família essa frescurada crônica?