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    O inferno musical -

    Alejandra Pizarnik

    Relicário
    2021
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-13: 9786589889236
    Português Brasileiro
    4.3
    61 avaliações
    Leram89Lendo0Querem64Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos10Desejados64Avaliaram61

    Em O inferno musical (último livro de Alejandra Pizarnik, publicado em 1971, um ano antes de sua morte), a poeta argentina escreveu: “Quem me dera viver somente em êxtase, fazendo o corpo do poema com meu corpo, resgatando cada frase com meus dias e com minhas semanas”. Esse fragmento tem um ar surrealista, entendido como uma continuidade entre o caminho criativo e a experiência de vida da poeta. Mas, acima de tudo, resume aquela já famosa intensidade com que Alejandra escreveu. Um processo em que a leitura de diferentes tradições, a escrita cuidadosa, a compreensão da poesia como ferramenta para perfurar paredes da linguagem e o reconhecimento de que tudo o que ela tentava captar no papel tinha que partir de si mesma, mas se transmutar em algo mais do que memória ou escavação psicanalítica; tornado em experiência poética, comunhão com os outros.

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    Aline Aimée Oliveira picture
    Aline Aimée Oliveira19/07/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Extrair do nada nomes e figuras

    "O inferno musical" faz parte da última fase da poesia de Alejandra Pizarnik. À concisão extrema dos poemas de "Árvore de Diana" e "Os trabalhos e as noites", a escritora associa a frase caudalosa, com poemas em prosa e prosa poética. Se com a brevidade, Pizarnik buscava evidenciar as limitações do verso e a importância do silêncio, com a prosa poética a autora ressalta a face material da linguagem: sua tagarelice, sua sonoridade. Sua musicalidade. Trata-se de um mergulho em uma corrente que pode ou não levar a algum lugar. E ao adentrar essas águas (não por acaso vemos o rio como imagem recorrente), abdica-se da tentação de sentido. A poesia se fará de imagens, visuais e sonoras. Não é necessário refletir algo do mundo, cuja referencialidade se mostra fugidia. O poema não dá conta do real, que habita o silêncio. E a poeta resta solitária nas incessantes tentativas de dizer, de comunicar. Apartada do cerne, navega ainda entre sombras, que projeta e com as quais se orienta. Ser poeta, então, Alejandra Pizarnik nos diz, é ser "a que extrai do nada nomes e figuras". É ser criadora de realidades. De novos mundos.

    18 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 61
    • 5 estrelas36%
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    Alejandra Pizarnik

    Poeta argentina nacida en Buenos Aires en 1936. Obtuvo su título en Filosofía y Letras por la Universidad de Buenos Aires y posteriormente viajó a Paris hasta 1964 donde estudió Literatura Francesa en La Sorbona y trabajó en el campo literario colaborando en varios diarios y revistas con sus poemas y traducciones de Artaud y Cesairé, entre otros. Es una de las voces más representativas de la generación del sesenta y es considerada como una de las poetas líricas y surrealistas más importantes de Argentina. Su obra poética está representada en las siguientes obras: «La tierra más ajena» en 1955, «La última inocencia» en 1956, «Las aventuras perdidas» en 1958, «Árbol de diana» en 1962, «Los trabajos y las noches» en 1965, «Extracción de la piedra de locura» en 1968, «El infierno musical» en 1971 y «Textos de sombra y últimos poemas», publicación póstuma en el año 1982. En 1972 falleció como consecuencia de una profunda depresión.

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    59 Seguidores

    Alejandra Pizarnik