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    O Mistério da Estrada de Sintra (Clássicos Hope) -

    Eça de Queiroz

    Grupo Editorial Hope
    2021
    226 páginas
    7h 32m
    ISBN-13: 9786555030754
    Português
    3.5
    20 avaliações
    Leram25Lendo4Querem31Relendo0Abandonos2Resenhas6
    Favoritos1Desejados31Avaliaram20

    Um médico que passa de carruagem na estrada de Sintra é surpreendido por quatro figuras mascaradas e sequestrado. Os mascarados levam-no para uma misteriosa casa no meio de Sintra. Lá dentro encontrava-se o cadáver de um homem. A procura de respostas para este caso conduz a uma empolgante história de intriga, suspeitas, ameaças, duelos e sexo, numa viagem que vai de Portugal até à ilha de Malta. A história foi publicada como se de uma reportagem verídica se tratasse (com o conhecimento do director do jornal, Eduardo Coelho), acerca de um pretenso sequestro e crime, que envolve, além de outros, o poeta fictício Carlos Fradique Mendes. Plena de peripécias inverosímeis e excessos sentimentais, a narrativa visa parodiar o gosto do público da época pelos relatos de mistério, melodramáticos e rocambolescos. No prefácio à segunda edição, de 1884, os autores demarcam-se do romantismo da obra, apresentando-se como "velhos escritores que há muito desviaram os seus olhos das perspectivas enevoadas da sentimentalidade, para estudarem pacientemente e humildemente as claras realidades da sua rua".

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    Cristiane Mori02/11/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    02.11.2024

    A história iniciou-se nebulosa para mim. Não estava entendendo nada....dois amigos que estavam na estrada de Cintra foram capturados e vendados e levados para uma casa onde se encontrava um morto. Depois, piorou...kkk...uma viagem, pessoas se conhecendo, amantes querendo fugir, enfim, personagens que não me cativaram. Só depois, consegui me conectar à narrativa e pelo desfecho dei três estrelas.

    12 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 20
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas0%
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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz