A Primeira e Última Liberdade -

    Jiddu Krishnamurti

    Nova Era
    2010
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 8577012522
    Português Brasileiro

    O que exatamente Krishnamurti oferece? O que é isso que podemos aceitar, mas que provavelmente optaremos por rejeitar? Não é, como vimos, um sistema de crenças, um catálogo de dogmas, um conjunto pronto de conceitos e ideais. Não é liderança, nem meditação, nem orientação espiritual, nem mesmo um exemplo. Não é um ritual, nem uma igreja, nem um código; não é um soerguimento de ânimo, ou qualquer forma de falatório que nos inspire. Apenas uma conscientização que não faz escolhas pode nos levar à não dualidade, à reconciliação dos opostos, em total compreensão e total amor.” Trecho do prólogo de Aldous Huxley, filósofo e escritor britânico, autor de Admirável mundo novo. Krishnamurti é considerado um dos maiores pensadores do século XX. Eleito pela revista Time um dos cinco santos do século XX, ele compartilhou sua sabedoria por meio de livros e palestras que influenciaram milhões de pessoas no mundo todo. Jiddu Krishnamurti nasceu na Índia em 1895 e a partir dos treze anos de idade passou a ser educado pela Sociedade Teosófica, mas logo revelou-se um instrutor descompromissado e inclassificável, cujas palestras e escritos não estavam vinculadas a nenhuma religião específica, não sendo do Oriente nem do Ocidente, mas para o mundo todo. Repudiando com firmeza a imagem messiânica, em 1929 dissolveu dramaticamente a grande e rica organização que havia sido criada à sua volta em 1911, a Ordem Internacional da Estrela do Oriente e declarou ser a verdade "uma terra sem caminhos", à qual nenhuma religião formalizada, filosofia ou seita daria acesso. Em A primeira e última liberdade, Krishnamurti discorre sobre os mais variados temas, como a solidão, o amor, a morte e o tempo. Ao responder a perguntas feitas por pessoas comuns, ele ajuda a compreender os motivos e as origens dos medos, dúvidas e conflitos por que passam os seres humanos. Neste livro, está o cerne do pensamento do autor: a rejeição da obediência cega a doutrinas, religiões organizadas e gurus, que dizem o que deve-se ou não fazer. Para o escritor e mestre espiritual, a liberdade do pensamento é o fundamento para se alcançar a verdade. Por isso, segundo Jiddu Krishnamurti, a “primeira e última” liberdade só poderá vir do autoconhecimento, que é o princípio da sabedoria.

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    Caio Corrêa05/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Pega tudo o que vc sabe. Agora deixa de lado e vai

    A Primeira e a Última Liberdade, de Krishnamurti, é um livro bem forte, contestador, que leva o caminho do autoconhecimento para um outro lugar.
Eu diria que, na busca por livros que ajudem a nos trazer presença e ferramentas de autoconhecimento, esse seria um livro de alguns degraus acima do que alguém que está começando nessa senda.
Esse livro pegou muitos conceitos que eu tinha como importantes pra mim, e jogou ladeira abaixo, questionou muitas afirmações que eu me fazia, resumindo, remexeu todas as estruturas aqui.
Não indico esse livro pra quem tá começando a se interessar pelo assunto não. Mas recomendo muito pra quem não vê mais nada de novo em livros sobre presença e autoconhecimento.
Esse livro foi o grande responsável pela minha atitude e presença lá na Amazônia. Lembrei dele e resolvi não abrir nenhum livro lá, ouvir nenhuma música, buscar nada que estava além de mim e do local onde eu estivesse. Deixei meu professor ser o momento e a experiência.
E tenho que dizer que foi muito lindo.
Recomendo. Livre-se

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