Los Demonios -

    Fiódor Dostoiévski

    Alianza
    2011
    906 páginas
    1d 6h 12m
    ISBN-10: 8420664456
    Espanhol

    El horrible crimen perpetrado en Moscú a finales de1869 siguiendo órdenes del nihilista Necháyev, seguidor de Bakunin, fue la fuente de inspiración que sirvió a Fiódor Dostoyevski (1821-1881) para construir la trama argumental y perfilar los caracteres de los principales personajes de "Los demonios". Entre ellos destaca con fuerza Nikolai Stavrogin, figura atormentada que casi un siglo después habría de fascinar a Albert Camus y que introduce en la novela una dimensión teológica y metafísica que la lleva mucho más allá de la mera reconstrucción de la historia o de la diatriba política, propiciando el salto cualitativo que hace de esta obra sin duda una las más destacadas del gran autor ruso. Traducción de Juan López-Morillas

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    Clio28/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os Demônios é uma das obras mais complexas de Dostoievsky, pois o autor utiliza-se da ficção para recontar um atentado ao mesmo tempo que faz um apelo moral ao leitor. Não pense que essa é uma obra com um intuito unicamente elucidante, é também o último grito de guerra da Rússia czarista. O povoado russo onde se possa a história, e cuja ambientação toma vários capítulos, é uma típica representação da monarquia da época. É o paradoxismo despótico que mistura relações feudais com conceitos moderno ao mesmo tempo que remete ás grandes cortes com seu séquito cultural. Stepan Trofimochi, o pai e artista, e Varvara Petrovna, a mecenas, alternam os papeis e são a base para a formação da nova geração - deslumbrada com as novas ciências e horrorizada com a situação social. É de surpreender que tal casa tenha gerado dois terroristas? É o revolucionário de fundo de quintal, o que agora se chama de socialista de Iphone. Mas, com uma arma. Dostoievski destila em mais de setecentas páginas todo o seu desgosto pela luta de classes que, antes de mais nada, é um moedouro de carne. Ele não é contra a mudança, seu ódio reside na violência gerada. Pela História, não há revolução sem morte, e a moral nihilista empregada para a máxima "os fins justificam os meios" é duramente criticada nessa obra. A razão para todos os detalhes concernentes a vida do enorme rol dos personagens parece estar presente exatamente para expôr como a ascensão do Socialismo destruiria toda uma sociedade. Obviamente, a ojeriza aos novos conceitos ditos "Ocidentais" são empregados nos discursos narrativos pelo quais o autor é tão conhecido. A Moral, a Religião, a Responsabilidade, estão todos aqui fragmentados no desespero de alguém que viu o sangue escorrer antes de todos mais. É uma obra maravilhosa. Recomendo.

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