Maior monstro é o ser humano
Eu amei muito a forma de contar histórias dessa autora. E esse livro é muito bom. Ambientada em 1950 e 2014, acompanhamos as histórias envolvidas em um internato para moças no qual famílias atiravam as meninas "problemáticas": as filhas ilegítimas, as rebeldes, as deprimidas, etc. São 4 personagens principais nesse Internato e a jornalista do tempo presente, que também carrega seus traumas e inquietações. Aos poucos, o passado e o presente vão se encontrando, em especial, através do fio condutor que é a vida de Sofia, um jovem judia oriunda de um campo de concentração na Alemanha. Embora a história contenha elementos sobrenaturais, a parte mais assustadora são os relatos sobre Ravensbrück, campo de concentração só para mulheres e meninas que funcionou por 6 anos e prendeu 130 mil mulheres das quais mais de 100 mil foram mortas. Esse campo de concentração era administrado e guardado por outras mulheres, o que torna tudo ainda mais inacreditável. É uma história triste, dolorida, mas com esperança no final pq a amizade e a empatia são tábuas salvadoras ontem e hoje e amanhã.

