Os poemas de "Três línguas" são divididos em três partes: "Deos", "Antígona" e "Jardim". Na primeira, "Deos", a autora promove uma experiência pautada pela corporeidade, em que um ser informe progressivamente define as partes de seu corpo e se transforma, moldando-se de forma monstruosa. "Antígona" pode ser vista como uma livre variação da personagem trágica, reinterpretada e atualizada. Em "Jardim", a realidade sensorial e "lingo-linguística" traçada na primeira parte do livro é retomada, agora não mais da perspectiva de um ser monstruoso em formação, mas de dois seres organizando uma paisagem. A obra é apoiada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural de 2020.

