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    La obsolescencia del hombre - Sobre el alma en la época de la segunda revolución industrial: 1

    Günther Anders

    Editorial Pre-Textos
    2014
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9788492913862
    Espanhol
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    Los dos volúmenes que componen La obsolescencia del hombre constituyen, según palabras de su autor, “una antropología filosófica en la época de la tecnocracia”, entendida ésta como “el hecho de que el mundo, en que hoy vivimos y que se encuentra por encima de nosotros, es un mundo técnico, hasta el punto de que ya no nos está permitido decir que, en nuestra situación histórica, se da entre otras cosas también la técnica, sino que más bien tenemos que decir que, ahora, la historia se juega en la situación del mundo denominada ‘técnica’ y, por tanto, la técnica se ha convertido en la actualidad en el sujeto de la historia, con la que nosotros sólo somos aún ‘co-históricos’. El libro trata, pues, de las transformaciones que tanto los hombres en cuanto individuos como también la humanidad en conjunto han sufrido y siguen sufriendo por este Facttum. Estas transformaciones afectan a todas nuestras actividades y pasividades, al trabajo como al tiempo libre, a nuestras relaciones intersubjetivas e incluso a nuestras categorías. Hoy, quien todavía proclame la ‘transformabilidad del hombre’ es una figura del ayer, pues nosotros estamos transformados. Y esta transformación del hombre es tan fundamental que quien hoy aún hable de su ‘esencia’ es una figura de anteayer”. Este primer volumen, escrito en 1956, no sólo no está anticuado sino que es más actual que entonces, lo que dice más bien poco a favor de la calidad de la situación del mundo y del hombre en él analizados, hasta el punto de que frente a esta primera entrega no nos encontramos ante un pronóstico hecho desde el pasado, sino ante un diagnóstico del presente. Es la primera vez que La obsolescencia del hombre ve la luz en castellano.

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    Günther Anders

    Günther Anders, pseudônimo de Günther Siegmund Stern, foi um jornalista, filósofo e ensaísta alemão de origem judaica. Doutorou-se em filosofia, em 1923, sob a orientação de Edmund Husserl, tendo sido aluno de Heidegger e Cassirer. Foi colega de Hannah Arendt, com quem foi casado entre 1929 e 1936. No Brasil, é mais conhecido por seu ensaio Kafka: Pró & Contra (1946), no qual reavalia a importância de Franz Kafka no contexto imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, quando a obra do escritor tcheco corria o risco de ser mal compreendida ou reduzida a interpretações simplistas. O ensaio — um clássico da crítica literária — foi publicado no Brasil em 1968, por sugestão de Anatol Rosenfeld ao tradutor Modesto Carone, que a partir de então deu início à sua série de traduções da obra de Kafka para o português. O ensaio foi retraduzido, pelo mesmo tradutor, em 2007. De sua obra filosófica, merece destaque Die Antiquiertheit des Menschen ('A Obsolescência do Homem'), seu livro mais notável, no qual expõe uma crítica à padronização do mundo, na era da comunicação de massa, e manifesta o trauma humano experimentado com os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki. Anders argumenta contra a neutralidade da técnica e foi um dos primeiros pensadores a abordar os meios de comunicação de massa (especialmente o rádio e a televisão) como um problema filosófico. Por algum tempo, Günther Anders ligou-se ao grupo da Escola de Frankfurt, do qual emergiu uma corrente de pensamento geralmente considerada como fundadora ou paradigmática da filosofia social ou teoria crítica.

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