Ritos de passagem -

    William Golding

    Alfaguara
    2022
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788556521347
    Português Brasileiro

    William Golding Prêmio Nobel e autor de Senhor das Moscas, um clássico da literatura – mergulha fundo na alma humana para revelar seu lado mais sombrio. Em Ritos de passagem, vencedor do Booker Prize em 1980, o autor mescla a forma epistolar à narrativa histórica para mostrar as fissuras que surgem das diferenças de classe e de cultura. Em uma viagem à Austrália, no início do século XIX, Edmund Talbot mantém um diário, no qual narra suas aventuras para entreter o tio na Inglaterra. Talbot é um jovem com uma carreira promissora à frente, no serviço público da Coroa Britânica. Cheio de mordacidade e algum desprezo, ele relata o dia a dia dos marujos e oficiais e descreve os emigrantes em busca de uma nova vida. A bordo de um navio da Marinha inglesa, tripulantes e passageiros têm de conviver em um espaço exíguo, e a tensão entre eles parece cada dia maior. Talbot se envolve com uma passageira, que pode também estar se relacionando com outros homens. E, aos poucos, os companheiros de viagem começam a exibir sua verdadeira – e sombria – natureza. A situação se agrava quando um único passageiro, o jovem e aparentemente ridículo reverendo Colley, atrai a antipatia e animosidade dos marinheiros, e a vergonha e humilhação podem se tornar mais perigosas do que o próprio oceano. "Um romance extraordinário." – Observer

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    Natalia Araújo29/06/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um ritmo mais lento

    É difícil a gente começar a leitura dessa obra sem altas expectativas. William Golding é ganhador do Prêmio Nobel e autor de Senhor das Moscas, um clássico da literatura. Então não tem como esperar menos. Em uma viagem à Austrália, no início do século XIX, Edmund Talbot mantém um diário, no qual narra suas aventuras para informar e distrair o tio na Inglaterra. A forma como ele deseja diverti-lo é agradável, começa contando fofocas dos passageiros, além de suas experiências sexuais enquanto está a bordo. Ele utiliza temas leves, até para deixar a nossa leitura mais leve. Talbot é um jovem com uma carreira promissora à frente, no serviço público da Coroa Britânica. Cheio de mordacidade e algum desprezo, ele relata o dia a dia dos marujos e oficiais e descreve os emigrantes em busca de uma nova vida. A bordo de um navio, os tripulantes e os passageiros precisam se habituar a um espaço pequeno, e é claro que isso não será coisa boa, já que a tensão entre eles se torna evidente. Talbot se envolve com uma passageira e não é o único a se envolver com ela. De forma lenta, a gente vai entrando na história, conhecendo as verdades, os lados sombrios, os podres de cada companheiro daquela viagem. Não espere que tudo seja jogado de uma vez, a leitura é devagar. Por ter uma narrativa epistolar em alguns momentos, a gente imagina que a leitura será rápida – mas não acontece. É uma obra para ler sem pressa, sem urgência. E pode ser que ao final não seja uma excelente experiência. O importante é dar uma chance. Afinal, o autor não é pouca coisa e as suas obras principalmente. Então vale a pena tentar.

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