Essa pintura representava uma adorável garota em todo esplendor da juventude; seu vestido era simples, à moda da época (lembre-se, leitor, escrevo no começo do século XVIII), seu semblante era embelezado por um olhar que misturava inocência e inteligência, ao qual foi adicionado a impressão da serenidade da alma e uma alegria natural. Ela estava lendo um daqueles livros de romance, que por tanto tempo foram o deleite dos jovens apaixonados; seu bandolim estava aos seus pés; seu papagaio empoleirava-se em um enorme espelho próximo dela; a disposição da mobília e tapeçaria davam sinais de uma habitação luxuosa, e seu traje evidentemente era para ficar em casa em momentos de privacidade, mas, ainda assim, carregava uma aparência de tranquilidade e decoração feminina, como se desejasse agradar. Abaixo dessa pintura estava escrito em letras douradas: "A Garota Invisível."
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