Angra: Templo das Sombras -

    Ale Santos, Felipe Castilho, Rafael Bittencourt

    Estética Torta
    2022
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9786589087434
    Português Brasileiro

    "Temple of Shadows" é um dos álbuns musicais mais importantes já produzidos por uma banda brasileira. Com toda sua genialidade e potência sonora, o álbum encabeçou dezenas de listas de melhores do ano de 2004 no Brasil e no mundo. Além da qualidade musical, os fãs se encantaram com as letras de "Temple of Shadows". Compostas pelo guitarrista e líder da banda, Rafael Bittencourt, elas contam a história de um cavaleiro templário, conhecido como Shadow Hunter, que, após ver tanta matança em nome de Deus durante a "guerra santa" entre a Igreja Católica e os mulçumanos, no século XI, começa a questionar as estruturas do poder eclesiástico e parte numa jornada de questionamentos, com intuito de dar novo sentido à sua fé. Dezessete anos depois de seu lançamento em "Temple of Shadows", a história de Shadow Hunter é contada novamente, dessa vez através da uma graphic novel, batizada "Templo das Sombras", produzida por três cabeças: o próprio Rafael Bittencourt (autor da história), Felipe Castilho (roteirista e escritor, finalista do prêmio Jabuti por duas vezes), e Ale Santos (ilustrador). A HQ chega ao mercado em janeiro de 2022 em formato americano (17x26cm) acabamento especial com capa dura e verniz localizado, páginas coloridas e papel couché de alta gramatura.

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    Clio11/02/2022Resenhou um livro
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    Templo das Sombras é uma hq produzida por Felipe Castilho e Rafael Bittencourt. Castilho é um reconhecido autor de romances e quadrinhos, Bittencourt dispensa apresentações para todos aqueles a par de seu trabalho na banda Angra. O talento, embora inegável, não se traduziu numa boa obra. Como muitas outras produções brazucas do ramo, a história peca por não conseguir trazer o dinamismo e a boa narrativa típica de quadrinhos e nem se assume como uma obra estática - um livro ilustrado (que ainda é chamada de graphic novel no mercado editorial). Ale Santos se esforçou muito para uma boa caracterização dos personagens... e isso ele fez com primazia. Os rostos são expressivos e os movimentos são realistas dentro de sua proposta - Cruzados na Guerra Santa. Porém, os quadrinhos não são bem divididos; Se falha do roteirista ou do desenhista não é possível saber. O resultado é uma ação truncada que desfavorece a arte... há, por exemplo, momentos em que os personagens aparecem distorcidos em relação ao fundo. Um problema de linha de perspectiva que não é perdoável em uma obra tão bonita. A história é bem simples. Sem dar muitos spoilers, é a epifania de um cruzado com algumas alegorias que falharam pelos dedos cuidadosos dos autores. É dito no próprio prefácio que Bittencourt não planejava criticar nenhuma religião, apenas questionar os indíviduos. Mas como fazer isso em uma obra de cunho religioso sem torná-la rasa? A resposta não está aqui. Enfim, é uma edição bonita de colecionador. Pode valer a pena para fãs da banda, mas completamente dispensável para os de quadrinhos.

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