A editora na época criava muitos textos para tentar situar o leitor sobre cada história e cada personagem. Em mais de uma ocasião comentaram que tinham 60 meses de contrato com a Vertigo. Ler isso em retrospecto dá uma certa decepção, pois a "era Pixel" foi bem mais curta do que isso.
Planetary #14 conta com referências ao Thor, e tem também o flashback de um confronto relevante entre Os Quatro e o Planetary.
Vertigo Winter's Edge #2 tem algumas histórias soltas, sendo um tipo de "formato mix" já na publicação original. A primeira história apresentada é a do Sandman da Era de Ouro, com boa arte e trama razoável. Se passa bem depois dos acontecimentos da mensal do Dodds, pois a Dian já sabe a identidade secreta do vigilante. Se considerarmos que tudo ocorreu em apenas 8 páginas, a execução foi boa. Tem uma conexão entre o que ocorreu no sonho, o que ocorreu na vida real, e uma explicação possível.
A segunda história de Vertigo Winter's Edge #2 tem a Morte em um tipo de texto que lembra uma postagem de Blog. Ela reflete sobre a sua ocupação, e é isso.
Hellblazer #120 foi selecionada por se tratar de uma trama comemorativa. No aniversário de dez anos do título mensal, fizeram algo ligeiramente diferente. O ponto de vista do leitor é mostrado, e ele é tratado como um personagem. Um tipo diferente de quebra da parede. Só que condensar dez anos de história claramente não permite que tudo seja resumido em algumas dezenas de páginas. Então ficou bastante coisa "jogada" para a interpretação de um hipotético primeiro leitor.
Absolute Vertigo conta com Morrison escrevendo uma história de 6 páginas do seu título autoral "Os Invisíveis". Com tal restrição, a trama obrigatoriamente ficou enxuta, e até que bem desenvolvida. A confusão de termos jogados foi claramente maximizada.
A última história do Vertigo Winter's Edge #2 é a da série "O Sonhar", e não ficou boa. Acho que, mesmo sem o limite de 8 páginas, a trama ainda teria ficado lacônica.