Aqui temos cinco exemplares: Uma Família Feliz, Uma Mulher no Escuro, Jantar Secreto, Dias Perfeitos e Suicidas.
Gosto da forma qual Raphael escreve, existe ritmo, uma trama interessante, crítica e que gera desconfortos quando refletimos suas mensagens. É ácido, por vezes, engraçado, mas sempre tem um brilho, uma faísca, algo que nos fisga até chegar ao fim. "O que vai acontecer agora? Como vai ser o fim de tudo isso?"
Raphael é autor que se dedica a nos entregar finais que surpreendem, que choquem, que passa distante da ideia de "finais felizes", os Dias podem ser Perfeitos, mas isso vai depender da perspectiva de quem, percebe-se?
O Jantar, é de fato "Secreto"? Pode ter iniciado dessa forma, mas se torna popular e de acesso da elite, exclusivo, mas um artigo de luxo que um grupo financeiramente seleto o obtém.
Poderia escrever mais linhas e linhas para descrever a acidez, a sordidez, o ponto de partida que essas histórias me parecem proporcionar, mas cabem os interessados se permitirem a experiência com os próprios olhos e mentes!