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    Kentukis

    Samanta Schweblin

    Fósforo
    2021
    242 páginas
    8h 4m
    ISBN-13: 9786589733096
    Português Brasileiro
    3.6
    87 avaliações
    Leram108Lendo12Querem91Relendo0Abandonos9Resenhas11
    Favoritos3Desejados91Avaliaram87

    O que aconteceria se fosse permitido às pessoas entrar na casa de desconhecidos e circular livremente por meio de um dispositivo tão adorável quanto um robô de pelúcia? Do que somos capazes quando guiados pelas regras incertas de um novo contrato social e sob a garantia do anonimato? Neste romance original e divertido, mas também aterrador, Samanta Schweblin, uma das principais vozes da literatura argentina atual, explora o lado inquietante da tecnologia e constrói um poderoso retrato da vida moderna. Solidão, afeto e generosidade, mas também oportunismo, infâmia e perversão, são alguns dos sentimentos que, atravessados pela virtualidade e pela paradoxal fragilidade da comunicação contemporânea, compõem este romance demasiado humano, verdadeira anatomia moral de nossos dias.

    Resenhas (11)Ver mais
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    Leonardo Lemes21/02/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    KENTUKIS

    Literatura argentina e contemporânea. Fala da posição de superioridade do homem sobre tudo e a necessidade de controle. Embora o tema envolva, principalmente, tecnologia aprimorada, androids, inteligência coletiva conectada, a centralização da discussão está na criação de uma nova dinâmica social, o experimento de uma realidade secundária. Marca a relação entre os elementos do texto e a tecnologia que existe hoje, as redes sociais e a liberdade com que outras pessoas transitam por nossas vidas sem que notemos, seja na comunicação ou nas trocas de vigilância. Pode-se dizer que, em determinado ponto, a autora trabalha o conceito de voyeurismo. Um equilíbrio das tendências negativas e positivas tecnológicas, a ingenuidade e a perversidade em seu uso. Há discussões sobre traição, mentira, pedofilia, alienações, sequestro, solidão; também sobre presença, empatia, humanização, companheirismo, o bom senso cívico e moral, amizade. A narrativa é constituída por núcleos que não se interligam, assim, a autora consegue apresentar diferentes perspectivas e contextos da história. "Não se podia contar com o bom senso das pessoas, e ter um Kentuki circulando por aí era a mesma coisa que dar as chaves da sua casa a um desconhecido."

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 87
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas3%
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    Samanta Schweblin

    Samanta Schweblin nasceu em Buenos Aires, em 1978. Formou-se em cinema pela Universidad de Buenos Aires. Em 2001, ganhou os prêmios Fondo Nacional de las Artes e Haroldo Conti, ambos na Argentina, por seu primeiro livro, "El Núcleo del Disturbio". Em 2008, foi a vez de "Pássaros na Boca" ser agraciado com o prêmio Casa de las Américas. Seus contos, traduzidos para o alemão, inglês, holandês, húngaro, italiano, francês, sueco e sérvio, apareceram em diversas publicações e antologias. Em 2010, Samanta foi apontada pela revista literária Granta como uma revelação entre os melhores escritores jovens de língua espanhola.

    22 Livros
    39 Seguidores

    Samanta Schweblin