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    Poesía completa -

    Idea Vilariño

    Lumen
    2016
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-13: 9788426403490
    Espanhol
    4.2
    10 avaliações
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    Favoritos0Desejados24Avaliaram10

    Aunque la autora ha mantenido a lo largo de su vida una actitud casi monacal con respecto a la difusión de su obra, hoy día está considerada como uno de los clásicos vivos de las letras hispanoamericanas.Su poesía -escasa y sobria, lentamente madurada- transita siempre por los extremos, tensa, como acorralada por una íntima urgencia. Quizá el asunto que con mayor frecuencia aparece en esta poesía sea la muerte, pero una muerte que late y se experimenta en el esplendor de la vida, en los golpes del amor, en los embates del sexo, en la dialéctica entre ausencia y recuerdo. La lectura de estos poemas conforma una experiencia intensa y perdurable y supone el descubrimiento de una de las voces más contundentes y secretamente bellas de la poesía contemporánea.

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    Thiago de Oliveira picture
    Thiago de Oliveira31/01/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Angústia e paixão

    Li a poesia completa de Idea Vilariño no original, enquanto ouvia sua voz, geralmente à noite. A poeta gravou grande parte de seus poemas (disponível no Spotify e no YouTube). Precisei pesquisar uma ou outra palavra, mas consegui acompanhar bem. Vilariño confere à leitura uma cadência e ênfase impregnadas de melancolia. Foi, sem dúvida, uma experiência singular. Os poemas são estilisticamente simples. Os temas se repetem muito. Há principalmente o amor, que oscila entre singeleza, obsessão e desencanto, e a noite, que inevitavelmente traz a nostalgia, a solidão, a angústia; o fim. Também há revolta e política. Tudo isso inscrito na experiência da mulheridade latino-americana do século XX. Importante lembrar que a poeta uruguaia sofreu com problemas de saúde desde muito cedo e perdeu os pais precocemente, o que impactou em toda a sua produção. O poema Eso resume alguns dos principais temas de Vilariño: Mi cansancio / mi angustia / mi alegría / mi pavor / mi humildad / mis noches todas / mi nostalgia del año / mil novecientos treinta / mi sentido común / mi rebeldía / Mi desdén / mi crueldad y mi congoja / mi abandono / mi llanto / mi agonía / mi herencia irrenunciable y dolorosa / mi sufrimiento / en fin / mi pobre vida. Uma angústia que é fruto, também, da própria paixão: este amor desgarrado por el mundo / esta diaria constante despedida. A autora retorna incessantemente às mesmas compreensões e incompreensões. Versos e palavras que se repetem em outras disposições como que tentando, desta vez, manter o castelo de areia em pé. Porém, sabendo sempre da inutilidade de todo dizer: Y seguirá sin mí este mundo mago / este mundo podrido. / Tanto árbol que planté / y versos que escribí en la madrugada / y andarán por ahí como basura / como restos de un alma / de alguien que estuvo aquí / y ya no más / no más. / Lo triste lo peor fue haber vivido / como si eso importara / vivido como un pobre adolescente / que tropezó y cayó y no supo / y lloró y se quejó / y todo lo demás / y creyó que importaba. Toda tentativa de afirmar o mundo é suplantada pela lembrança. Mas por que negá-lo? É um vuelo ciego: Vamos andando vamos / rodando deslizándonos / girando finamente / en una grave danza condenada. / Vamos riendo vamos / peleando haciendo nudos / completamente locos / olvidando olvidados / de que es un vuelo ciego / y vano y espantoso / sin vasos cigarrillos ni amables azafatas. / Cómo no se oyen gritos de socorro / no suben como un vaho los aullidos / de tantos condenados / cómo no están llorando por todos los rincones / muriéndose de miedo. / Cómo pueden vivir pelear reírse / mientras vértigo / danza / vuelo fatal y ciego / vamos por los espacios / por esa extraña noche / dando vueltas / cayendo / dibujando las últimas volutas / de una espiral terrible. É uma poesia que se equipara ao uivo incompreensível de um cão para a lua – um cansaço frente à tentativa inútil de fixar o tempo, mas também a insistência em dizer. A ânsia de encontrar. Vilariño viveu 89 anos. Escreveu desde os 17. Foi, segundo ela mesma, Una fuerza / una pasión honesta y unas ganas / unas vulgares ganas de seguir. / Fue simplemente eso.

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    Idea Vilariño

    Idea Vilariño, nasceu em 18 de Agosto de 1920 em Montevidéo, Uruguai em uma família de classe média. Seu pai Leandro Vilariño (1892-1944) foi um poeta conhecido e sua mãe era fã da literatura européia. Idea Vilariño era poetisa, crítica literária, compositora, tradutora e educadora. Uma mulher extremamente culta e bela. Antes de completar 30 anos já era muitíssima conhecida por seu talento nas diversas atividades que exerceu. Seus versos foram traduzidos para inúmeros idiomas.

    7 Livros
    5 Seguidores
    Montevideo, Uruguai

    Idea Vilariño