"Semana de Arte Moderna de 1922"
Detalhe que não havia prestado atenção foi o fato de ocorrer no centenário da Independência. Tudo a ver, no que se refere à conceitos europeus que ditavam a estética por aqui. A semana foi manifesto de ruptura, com a valorização de brasilidade até então marginalizada assumindo o protagonismo. Houve espanto, adesão, rejeição, elogios e críticas diversas. Assunto que gostava de descobrir nas aulas de Literatura.
No centenário da Semana os devaneios nos levam à fazer paralelos: será que a arte continua revolucionária como em 1922? Concordo com o que dizem sobre gosto, cada um tem o seu, existem artistas fantásticos em diversos segmentos, mas o protagonismo atual, com hegemonia na mídia, em minha percepção é de subproduto do que há de tendencioso na influência globalizada. Exatamente o que a Semana de 1922 procurou mudar.
"Cadeira elétrica"
Os relatos são sinistros, instigando a percepção de que por trás da afirmação de "humanizar a pena de morte nos novos tempos, tornando-a menos dolorosa" haviam interesses escusos em busca de notoriedade e ganho econômico com a invenção. Edson foi apresentado como protagonista ambicioso por esses interesses, com convencimento para investimento no método e exibições tétricas de execução de cachorros e cavalos, sabe-se lá mais o que...
A primeira eletrocução humana foi horrível, prolongada, assim como outras.
Não sou favorável à pena de morte, seja como for.
A reportagem fez pensar na guerra atual... Tudo é interesse, com desfaçatez, por ganhos pessoais.
"Fúria mongol"
O povo virou sinônimo de barbárie, dando razões, mas é fichinha perto da violência de hoje. Como podem os governantes falar de guerra nuclear e decidir bombardear e invadir outra nação... Pior que muitas opiniões giram em torno deles (esse tem razão; faria igual; eles tem laboratórios químicos; quem mandou colocar base; etc e tal, quando o principal é o povo, os que deveriam ter a primazia do pensamento - isso é humanizar).
Já escrevi essa frase em muitas resenhas e é sempre verdadeira: "A guerra é um massacre entre gente que não se conhece em favor de gente que se conhece mas não se massacra" Paul Valery
Que mongol nada, os piores bárbaros estão nos idos contemporâneos.